
A policial militar Tatiane Guerreira, mãe de Brena Nicole, morta durante um assalto em Salvador, fez um desabafo emocionado nas redes sociais sobre a perda da filha. Ela revelou ter passado os últimos dias tentando entender se poderia ter feito algo para evitar a tragédia.
“Eu estava querendo me culpar como mãe e entender onde foi que eu errei. Porque minha filha nunca foi de ir para a rua. De manhã, era faculdade; à tarde, trabalho no estágio; e, à noite, cursinho preparatório. E eu levando e pegando, levando e pegando, levando e pegando", afirmou Tatiane.

Tatiane disse que Brenda Nicole também a ajudava nos trabalhos realizados nos finais de semana, inclusive na venda de carnes para churrasco. Segundo ela, a jovem participava da preparação das mercadorias e das entregas.
"Eu agradecia a Deus todos os dias por minha filha ser linda, saudável, inteligente e batalhadora. Minha filha dava conta de mais de 40 conjuntos de mesas, observando os clientes, observando os garçons, servindo, carregando mesas e conjuntos de mesas. Ou seja, ficava até tarde comigo embalando mercadoria. E eu dizia: ‘Minha filha é surreal. Minha filha é a filha perfeita’", afirmou.
A policial também contou que era bastante cuidadosa quando Nicole saía de casa. Ela afirmou que não gostava que a filha saísse à noite e que costumava pedir atualizações sobre onde ela estava. No dia do crime, inclusive, ela pediu para que a filha não ficasse até tarde na rua.
Crime
No dia do crime, a vítima deixou um bar no Rio Vermelho, na companhia de um rapaz que estava em uma motocicleta. Os dois foram abordados pelo assaltante na Avenida Jorge Amado. Brenda morreu com um tiro no rosto.
O suspeito do crime, Ricardo Neri Melo Júnior, de 24 anos, foi preso. Ele afirma que a vítima reagiu e tentou pegar sua arma. O suspeito diz que saiu para cometer assaltos já que tinha uma divida de R$ 2 mil com agiota.

