
A Justiça da Bahia determinou o bloqueio de bens de um dos principais líderes de uma facção criminosa com atuação no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Polícia Civil da Bahia.
Medidas atingem imóveis, veículos e valores milionários
Na determinação, proferida pelo 1º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, foi definida a indisponibilidade de imóveis vinculados ao investigado, o bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 10 milhões e o sequestro de sete veículos registrados em seu nome. Desses, três já foram apreendidos pela Justiça.
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A decisão também ratificou a apreensão de cerca de R$ 135 mil, valor encontrado durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Coordenação de Operações e Inteligência (COI) e da 3ª Delegacia de Homicídios da Baía de Todos-os-Santos (3ª BTS).
Investigações começaram após homicídio em Salvador
De acordo com informações dos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), as investigações tiveram início durante a apuração de um homicídio ocorrido em Salvador, em 2019.
O investigado foi preso em 12 de dezembro de 2025, no município de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS), quando foram apreendidos R$ 135.303 em espécie e um veículo de luxo blindado, avaliado em aproximadamente R$ 160 mil.
Operação apreendeu drogas e armas em imóvel ligado ao suspeito
Posteriormente, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel vinculado ao investigado, no município de Camaçari, também na Região Metropolitana de Salvador (RMS), equipes do Gaeco do MPBA e do DHPP localizaram cerca de 50 quilos de drogas, três fuzis, munições de uso restrito, além de prensa hidráulica, balança de precisão, insumos e materiais utilizados no preparo e fracionamento de entorpecentes.
Suspeito foi denunciado por tráfico e posse ilegal de arma
O investigado foi denunciado pelo Gaeco do MPBA pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo os promotores de Justiça, os bens bloqueados pela Justiça possuem vínculo com a dinâmica criminosa apurada durante as investigações.

