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Marketing do crime -

Influenciadora digital 'usa e abusa' de facção para atrair jovens

Além da influenciadora, outras 10 mulheres também caíram na 'gaiola'

Da Redação
Da Redação
Facção usava influenciadoras para aliciamento de jovens
Facção usava influenciadoras para aliciamento de jovens |  Foto: Ilustrativa/Reprodução/freepik

Facções criminosas criaram o hábito de se movimentarem com blogueiras para fortalecer a presença nas redes sociais e atrair novos integrantes. Essa situação chegou a ser revelada pela Operação Faixa Rosa, que gerou a prisão de 11 mulheres ligadas ao Bonde dos 40 (B40), grupo com atuação no Norte e Nordeste.

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Entre as presas estava a influenciadora digital Ana Azevedo, conhecida por exibir uma vida de luxo para mais de 60 mil seguidores que tinha no Instagram.

O conteúdo compartilhado nas redes, conforme informações do Metrópoles, funcionava como uma vitrine para o crime. Nos vídeos, Ana, que levava o título de 'faixa rosa' do bonde, aparecia com fuzis, pistolas e frases que reforçavam o discurso da facção Bonde dos 40 (B40), grupo do qual ela fazia parte.

Imagem ilustrativa da imagem Influenciadora digital 'usa e abusa' de facção para atrair jovens
Foto: Divulgação

'Faixa rosa' do bonde

Além de produzir o material, a influenciadora participava de decisões internas do 'tribunal do crime'. Ana também era apontada como peça importante na arrecadação de dinheiro sujo e no recrutamento de novas integrantes.

Durante o cumprimento dos mandados, policiais encontraram uma arma de fogo e um celular roubado na casa dela. O namorado da blogueira, conhecido como 'Rangel Matador', também foi capturado na operação.

A investigação aponta que as mulheres, presas em Teresina, no Piauí, atuavam de forma organizada dentro de uma célula feminina da facção. Elas dividiam funções, articulavam ações logísticas, aplicavam punições internas e usavam as redes sociais para reforçar o nome do grupo.

Imagem ilustrativa da imagem Influenciadora digital 'usa e abusa' de facção para atrair jovens
Foto: Divulgação/PC-PI

Parte dessa movimentação era coordenada por meio de um grupo de WhatsApp, chamado “A luta não para”, onde circulavam ordens, estatutos e funções de cada uma.

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