
Uma operação contra uma organização investigada por extorsão mediante sequestro colocou dois nomes ligados à segurança pública no centro das apurações na Bahia. Entre os alvos da Operação Juramento Quebrado, deflagrada nesta terça-feira (9), estão um policial militar da ativa e um ex-integrante da corporação, suspeitos de participação em um esquema que atuava na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Conformeapurado com exclusividade pela reportagem doMASSA!, o PM procurado é Michael Ramon Sinézio Filgueira. Já o ex-soldado identificado na investigação é Jackson Rodrigues. Além deles, Tamiris Souza Cruz, de 28 anos, teve mandado de prisão cumprido durante a ofensiva.

Segundo a Polícia Civil, Michael Ramon ocupa uma posição considerada estratégica na estrutura criminosa. As investigações indicam que ele seria responsável por atrair policiais, ex-policiais e profissionais da segurança privada para integrar o grupo. Até o momento, ele não foi localizado e é considerado foragido.
Já Jackson Rodrigues foi encontrado em Petrolina, no interior de Pernambuco. Durante o cumprimento da ordem judicial, ele também acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Materiais recolhidos com o investigado serão periciados.
Assista a captura:
De acordo com os investigadores, o ex-soldado possui condenações por homicídio e porte ilegal de arma de fogo. A terceira pessoa presa na operação foi Tamiris Souza Cruz.
Ela foi localizada em Arembepe, distrito de Camaçari. Conforme a apuração, a mulher atuaria na interlocução entre integrantes da organização.
Veja o momento:
Vítimas eram levadas para cativeiro
Os investigadores atribuem ao grupo uma série de casos registrados neste ano. Entre eles está o sequestro de uma vítima abordada em Mussurunga, em Salvador, no dia 5 de março. Outro episódio semelhante ocorreu três dias antes, em Simões Filho. As apurações apontam que, após as capturas, os alvos eram levados para um imóvel usado como cativeiro em Barra de Pojuca, também em Camaçari.
A linha investigativa sustenta que o bonde escolhia pessoas com antecedentes criminais e exigiam pagamentos para libertá-las. Outros três episódios com características parecidas seguem sob análise da Delegacia Antissequestro.
Além dos sequestros, a organização é investigada por homicídios e ocultação de cadáver. Também é apurada a possível atuação do grupo em práticas típicas de milícia na região de Barra de Pojuca.
As diligências continuam para localizar o policial militar apontado na investigação e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
