
A ligação entre a influenciadora digital Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), é um dos pontos investigados na Operação Vérnix.
Deflagrada em maio deste ano, a ação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado empresas e terceiros para ocultar e movimentar recursos atribuídos à facção criminosa.
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Além de Deolane e Marcola, a investigação envolve Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão do líder do PCC; Paloma Sanches Herbas Camanho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinhos dele; e Everton de Sousa, conhecido como “Player”.
Na última terça-feira (4), o advogado Bruno Ferullo, que representa a família Camacho, protocolou uma resposta às acusações apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A defesa sustenta que os elementos reunidos pelo órgão são insuficientes para comprovar a responsabilidade penal dos investigados.
Como começou a investigação?
A Operação Vérnix é resultado de uma investigação iniciada em 2019, após policiais penais apreenderem bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Os recados continham informações sobre a dinâmica interna do PCC, a atuação de lideranças da organização criminosa e possíveis ataques contra agentes públicos.
A apuração levou os investigadores a uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro.
A descoberta deu origem à segunda fase da investigação, batizada de Operação Lado a Lado. Nessa etapa, as autoridades identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis, crescimento patrimonial sem comprovação de origem econômica e indícios de que a transportadora funcionaria como braço financeiro do PCC.
Como Deolane entrou na investigação?
Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular e analisaram conversas de pessoas ligadas à facção. As mensagens apresentaram indícios de repasses financeiros à Deolane Bezerra, além de possíveis vínculos pessoais e comerciais da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
Segundo os investigadores, a empresa teria sido utilizada para lavar dinheiro atribuído à família de Marcola, por meio de operações financeiras e da participação de terceiros.
De acordo com o Ministério Público, o grupo investigado era dividido em três núcleos:
-Decisório: formado por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.
- Operacional: composto por Everton de Sousa, conhecido como “Player”, e Paloma Sanches Herbas Camanho, sobrinha de Marcola.
- Financeiro: formado por Deolane Bezerra e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também sobrinho do apontado líder da facção.

