
Uma empresa foi condenada por assédio moral pela 2ª Vara do Trabalho de Barueri (SP) após denúncias de que um superior hierárquico teria cometido ofensas homofóbicas contra uma funcionária.
De acordo com o processo, o chefe chamava a trabalhadora de “sapatão” e “chupa bife”, além de expô-la a situações de constrangimento no ambiente de trabalho.
A Justiça determinou o pagamento de uma indenização equivalente a cinco vezes o último salário da funcionária, que relatou ser alvo frequente de ofensas e humilhações relacionadas à sua sexualidade e ao seu peso.
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Ameaças e constrangimentos relatados no processo
Nos autos do processo, a vítima afirmou que sofria cobranças excessivas, ameaças de demissão e era exposta de forma vexatória em rankings de produtividade, além das agressões verbais constantes.
Ela também relatou que o chefe compartilhava a imagem de uma pessoa gorda derrubando uma cidade e dizia aos colegas que se tratava dela, o que provocava risadas entre os funcionários.
Caso envolve também gordofobia e discriminação
Responsável pelo caso, a juíza Elisa Augusta de Sousa Tavares pontuou que a condenação levou em conta a prática de gordofobia e violência discriminatória no ambiente de trabalho.
A decisão reforçou o entendimento de que as condutas configuram assédio moral e violação à dignidade da trabalhadora no ambiente corporativo.
