
Preso em flagrante na manhã desta terça-feira (29), o cantor de pagode baiano Paulo Henrique Araújo dos Santos, também conhecido pelo nome artístico Rick Ralley, está à disposição da Justiça após agressão contra a companheira, Bárbara Larissa, na tarde de segunda-feira (28).
Diante do caso, especulações sobre um possível mandado de prisão em seu nome por conta de uma dívida de pensão alimentícia circularam pelas redes sociais, mas o MASSA! apurou que o fato não tem a ver com o artista.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem, a delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), integrada à Casa da Mulher Brasileira, em Salvador, Argimária Soares, explicou que a ordem de prisão relacionada ao assunto realmente existe, mas é relacionada a outro suspeito de nome igual ao do cantor.
Conforme a titular da Polícia Civil, as informações circuladas sobre a pensão alimentícia e o nome do artista são falsas.
"Aqui na unidade (DEAM) não existia nenhuma ocorrência anterior em relação a essa vítima e nem a outra mulher [ex de Rick]. Houve comentários noticiados de que existiria um mandado de prisão civil contra ele, que não foi constatado, pois se tratava de um indivíduo com o mesmo nome, mas identidade e CPF diferentes. O mandado de prisão não procede", explicou.
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Argimária detalhou que, após a prisão em flagrante, o cantor aguarda a realização da audiência de custódia, na qual o juiz decidirá se ele seguirá custodiado ou será liberado.

B.O. registrado por Rick antes da agressão
O MASSA! apurou com exclusividade que, um dia antes do caso, no domingo (27), Rick teria aberto um boletim de ocorrência virtual contra a vítima, alegando que ela estaria praticando stalking contra o mesmo.
Além disso, em suas palavras, o baiano, cria do bairro do Lobato, teria afirmado que ela inventou o atraso do pagamento de pensão alimentícia para prejudicá-lo.
"Lembrando que, mesmo que ela tenha alguma ocorrência registrada ou algum inquérito tramitando contra ela, não é justificativa para agressão física", declarou a delegada Argimária Soares.
Em contato com a reportagem, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) informou que "não dispõe de mecanismos que permitam fornecer esses dados. A ocorrência de homônimos pode dificultar a identificação precisa das partes e dos processos relacionados".

