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Caso Valdir Macário! - - Atualizado em

Defesa questiona culpa dos réus no caso de assassinato de Valdir Macário

Valdir Macário foi morto a tiros em novembro de 2016, dentro do próprio salão de beleza, em Salvador

Vinicius Viana e Artur Soares
Vinicius Viana e Artur Soares
Edgar da Silva Santos, em primeiro plano, e Patrick Ribeiro Tupinambá, ao fundo, ambos réus pela morte de Valdir Macário
Edgar da Silva Santos, em primeiro plano, e Patrick Ribeiro Tupinambá, ao fundo, ambos réus pela morte de Valdir Macário |  Foto: José Simões/Ag. A TARDE.

A defesa dos réus acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário fez questionamentos em torno do assassinato durante o julgamento do caso nesta terça-feira (6), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Para isso, apresentou aos jurados o depoimento de uma testemunha que estava no salão no momento do crime. O MASSA! acompanha o julgamento de Edgar da Silva Santos e Patric Ribeiro Tupinamba no local.

Edgar, com as mãos entrelaçadas sobre a boca, e Patric, olhando para o alto
Edgar, com as mãos entrelaçadas sobre a boca, e Patric, olhando para o alto | Foto: José Simões/Ag. A TARDE

No áudio, Valera dos Santos relatou que dois homens armados entraram no estabelecimento da vítima e que um deles teria dito que não iria matar ninguém. Fábio Fonseca, advogado de defesa, relacionou a fala a Patric Ribeiro Tupinambá, apontado como um dos executores, e usou o relato para questionar a versão da acusação.

“O cara com a arma maior disse que não veio matar ninguém. Quem era que tava com a arma maior? Patric. E dona Valera disse que ele afirmou que não ia matar ninguém. A gente vai desprezar o que uma pessoa que estava lá, sentiu a dor, sentiu o medo, foi aterrorizada?”

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Advogados questionam calibre da arma usada no crime

Ivan Jezler Costa Junior, Advogado defesa no caso Valdir Macário
Ivan Jezler Costa Junior, Advogado defesa no caso Valdir Macário | Foto: José Simões/Ag. A TARDE

A defesa, composta por Fábio Felsembourgh, Ivan Jezler Costa Junior, Tacio Oliveira e Fábio Fonseca, também criticou a atuação do Ministério Público da Bahia e afirmou que os réus estariam sendo responsabilizados de forma precipitada. Segundo os advogados, a acusação estaria tentando atender à busca da família de Valdir por justiça, sem que, na avaliação deles, houvesse elementos suficientes para atribuir o crime aos acusados.

Outro ponto levantado pelos advogados durante o julgamento foi a diferença entre o calibre dos projéteis encontrados no local e o calibre do armamento que, segundo a acusação, teria sido utilizado no crime.

A defesa argumenta que os projéteis encontrados seriam de calibre .40, enquanto o fuzil supostamente utilizado na ação seria de calibre 5.56. Para os advogados, a divergência levantaria dúvidas sobre a dinâmica do assassinato e a participação dos acusados.

O caso Valdir Macário

Valdir Macário foi assassinado em novembro de 2016, dentro do próprio salão de beleza, na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Homens armados invadiram o estabelecimento e atiraram contra o cabeleireiro enquanto ele saía do banheiro. O crime ocorreu na presença de clientes e foi registrado por câmeras de segurança.

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