Criança e tia baleadas tentaram escapar de tiros do BDM em Salvador

O garoto, de 12 anos, não resistiu aos tiros; suspeitos também foram baleados

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caso pesado - 01/05/2026, 12:35 - Bruno Dias- Atualizado em 01/05/2026, 14:02

A morte de um adolescente de 12 anos e a internação da sua tia, identificada como Islana Alexandrino da Silva, de 32 anos, chocou a população soteropolitana nesta sexta-feira (1º). Eles foram baleados durante uma ação da Polícia Militar contra criminosos na madrugada, no Engenho Velho da Federação, o que ocasionou protestos nesta manhã, em um trecho da Avenida Vasco da Gama.

Durante o decorrer do dia, o policiamento foi reforçado na região e inquéritos são instaurados para apurar detalhes do crime. Entre as informações, a reportagem do MASSA! apurou que as vítimas tiveram a casa invadida por Maverique Souza da Silva, de vulgo Mavi, de 35 anos, por volta de 1h30, na Rua Apolinário de Santana.

Em momento de desespero com a presença do criminoso, a mulher e a criança tentaram fugir rapidamente, mas acabaram baleados covardemente pelo homem. O menor foi atingido nas regiões do tórax e da mão esquerda, não resistindo aos ferimentos. Islana sofreu ferimentos no braço e foi socorrida ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia e permanece internada.

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CPFs cancelados

Maverique, ou Mavi, era apontado como a principal liderança da facção Bonde do Maluco (BDM), na região da Lajinha, no Engenho Velho da Federação. Conforme apurado pela reportagem do MASSA!, ele possuía alta periculosidade, uma ficha extensa de crimes e era procurado por homicídio, tráfico de drogas e cumprimento de prisão.

Maverique Souza da Silva, de vulgo Mavi, era chefão do BDM
Maverique Souza da Silva, de vulgo Mavi, era chefão do BDM | Foto: Reprodução

Além dele, um outro indivíduo, identificado como Douglas Procópio Dias, vulgo Novatinho, de 21 anos, também teve o CPF cancelado pelos agentes da Polícia Militar. Ele era soldado do BDM e teria confrontado os policiais momentos antes de Maverique ter invadido a residência. O homem acumulava registro de tráfico de drogas.

Evidências e investigações

No local, os agentes da PM encontraram estojos com munições para armamentos de calibre .556 e .380, além de coletes balísticos e drogas (cocaína e maconha), dinheiro aparelhos celulares e outros materiais.

A Polícia Civil indicou que Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio do Serviço de Investigação de Local de Crime (Silc), já emitiu guias para perícia no local do crime e exames balísticos para apurar as circunstâncias dos disparos.

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