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Contador e veterinária são presos por esquema milionário em Salvador

Três pessoas foram presas em Salvador durante operação nesta manhã

Grupo usava próprio dinheiro para pagar algumas duplicatas
Grupo usava próprio dinheiro para pagar algumas duplicatas |  Foto: Pedro Moraes / Divulgação PC-BA

Um grupo suspeito de aplicar um esquema de fraude financeira é alvo da Operação Sem Lastro, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta terça-feira (15), em Salvador. Investigações indicam que a quadrilha atuava com criação e negociação de duplicatas falsas para simular dívidas de empresas que não tinha feito as vendas ou prestado os serviços citados. Cerca de três pessoas foram presas nesta manhã.

Oito mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais de indisponibilidade de bens móveis e imóveis avaliados em até R$ 15 milhões, foram cumpridos pelas autoridades. Segundo as forças policiais, um casal foi localizado no bairro de Jardim Armação, enquanto a terceira prisão ocorreu no bairro de Jardim das Margaridas.

Durante a ação, foram apreendidos celulares, tablets, escrituras, cadernos, comprovantes bancários e outros documentos que podem contribuir para as investigações.

“O esquema atingiu comerciantes e investidores, além de diversas pessoas que tiveram seus nomes protestados indevidamente por títulos que não correspondiam a dívidas reais. Os prejuízos foram especialmente graves para pequenos comerciantes, levando alguns deles à falência", afirmou o delegado José Nélis.

Investigações revelam ações dos suspeitos

Conforme apuração da Polícia Civil, o esquema iniciava com a criação de duplicatas e negociações dos fundos de investimento, que acreditavam estar adquirindo documentos referentes a dívidas reais. Durante as investigações, foi constatado que mais de mil duplicatas ligadas a mais de 200 empresas que constavam nos documentos como responsáveis por pagamentos que não foram realizados.

A polícia indica que o valor dos títulos colocados em circulação supera R$ 32 milhões, enquanto o prejuízo financeiro já confirmado ultrapassa R$ 15 milhões.

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Funções divididas

Os capturados possuiam funções distintas no esquema criminoso. Enquanto o homem de Jardim Armação, ligado às áreas financeira e comercial, realizava a criação, falsificação e negociação de títulos fraudulentos, a mulher cuidava do dinheiro e finanças.

Já a terceira capturada, uma médica-veterinária, esposa do principal investigado, tomava conta da área patrimonial e societária. Durante as investigações foi constatado que ela recebeu, em 24 de março de 2026, a totalidade das cotas de uma empresa, avaliadas em R$ 1 milhão.

Esquema complexo

Para dar impressão de que as negociações eram reais e para manter o esquema de pé, os suspeitos usavam o próprio dinheiro para pagar algumas duplicatas. Assim, eles conseguiam pegar novos valores com os fundos de investimento.

As medidas patrimoniais buscam impedir que os bens sejam transferidos ou ocultados e garantir recursos para um possível ressarcimento das vítimas. A Operação Sem Lastro é realizada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).

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