
A segunda vítima de uma confusão envolvendo torcidas organizadas em Salvador, no domingo (23), horas antes do clássico Ba-Vi, foi identificada como Lucas dos Reis Bomfim. O jovem, de 19 anos, iniciava a trajetória na vida adulta, buscando crescer profissionalmente e conquistar sua independência.
Ao mesmo tempo em que tocava sua vida, Lucas era um amante fiel do futebol. Ligado ao esporte desde criança, ele acompanhava os jogos e ia ao estádio. O fato curioso é que o jovem torcia para o Vitória desde pequeno, mas havia migrado para uma das organizadas do Bahia por influência de amizades há cerca de três meses.
As informações foram passadas à reportagem do MASSA!, por meio do padrinho de Lucas, Ueslei Reis. Segundo ele, o rapaz havia recentemente servido ao exército, passando um ano no quartel, no Parque Regional de Manutenção. Além disso, ele batalhava pelo seu sustento.
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"Lucas prestava serviço no posto de combustível, saiu e passou a trabalhar com a venda de gás, estava no processo para tirar a habilitação para fazer entregas pela shoppe", contou.

Família alertou sobre perigo
As influências dos amigos o fizeram embarcar no mundo das torcidas organizadas, levantando preocupações dos familiares, que temiam pelo pior. Sempre aconselhando Lucas, Ueslei contou que pôde perceber mudanças em seu comportamento após a migração para o grupo uniformizado.
Alertamos sobre o risco, mas ele não conseguia enxergar, ele tinha pureza demais no coração. Quando houve a mudança, já sentimos o pesar no coração
Ueslei Reis, padrinho de Lucas
O que diz a Polícia
Em comunicado divulgado pela Polícia Civil, não há indícios de que a morte de Lucas tenha relação com o caso registrado na avenida 29 de Março, quando José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, foi atacado e morto por membros de uma organizada.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está responsável pelas investigações.
Identificação dos envolvidos
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou, por meio de nota, que acompanha os fatos e adota as medidas cabíveis para a identificação e a responsabilização dos autores dos atos violentos.
"O MPBA reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da paz e da segurança da população baiana e seguirá atuando para punir práticas criminosas e reestabelecer a civilidade cotidiana e em dias de jogos", indica.

