
Mais um acusado de envolvimento no assassinato de Mãe Bernadete vai encarar o banco dos réus. Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como “BZ” ou “Buzuim”, será julgado nesta terça-feira (13), a partir das 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
Josevan é apontado pelas investigações como um dos homens que participaram diretamente da execução da ialorixá e líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira. Ele será o terceiro réu levado a júri popular pelo homicídio.
A sessão será comandada pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos. Conforme a acusação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Mãe Bernadete foi morta por enfrentar a atuação e a expansão do tráfico de drogas na região do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho.
Leia Também:
Segundo a investigação, a postura da líder quilombola teria atrapalhado os planos do grupo criminoso de ampliar pontos de venda de drogas na área, especialmente nas proximidades da barragem da comunidade.
Outros acusados já foram julgados
Em abril deste ano, Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos também passaram pelo Tribunal do Júri por envolvimento no assassinato.
Arielson, apontado como um dos executores, e Marílio, indicado pela acusação como mandante, foram condenados. Marílio morreu dois dias depois, durante uma operação policial realizada em Catu.
Agora, a Justiça vai analisar individualmente a participação atribuída a Josevan na execução.
Relembre o caso
Mãe Bernadete tinha 72 anos quando foi assassinada a tiros em 17 de agosto de 2023. O crime aconteceu dentro da sede da Associação Quilombola Pitanga dos Palmares, que também funcionava como residência da líder, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
A ialorixá era uma das principais lideranças quilombolas da Bahia e atuava diretamente na defesa do território e contra o avanço do tráfico de drogas na comunidade.
As investigações apontaram que o assassinato teria sido uma retaliação à atuação de Mãe Bernadete. A Polícia Civil identificou executores, mandantes e pessoas suspeitas de dar apoio à ação criminosa.

