
Os astronautas escalados para a missão Artemis II, que marcou o retorno de voos tripulados ao redor da Lua após mais de 50 anos, recebem salários considerados altos, mas sem valores milionários. A operação é liderada pela NASA e envolve grande risco e relevância histórica.
A tripulação é formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.
Como funcionam os salários
Segundo a própria NASA, astronautas civis são servidores federais dos Estados Unidos e seguem a tabela salarial General Schedule (GS). A média anual atual é de cerca de US$ 152.258, o que corresponde a aproximadamente R$ 761 mil.
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Levantamentos baseados na mesma estrutura indicam que os rendimentos podem variar entre US$ 104.898 e US$ 161.141 por ano — cerca de R$ 524 mil a R$ 805 mil.
Sem bônus por risco
Apesar da complexidade e da exposição da missão, não há pagamento adicional por participação. Os astronautas continuam recebendo seus salários regulares, sem bônus por risco ou desempenho.
A remuneração segue o padrão do funcionalismo público, mesmo em operações de alto impacto como a Artemis II.
Ganhos durante a missão
Com duração estimada de cerca de 10 dias, o valor recebido nesse período representa apenas uma fração do salário anual. O total gira entre US$ 4 mil e US$ 6 mil (cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil).
Além disso, há diárias modestas de viagem, variando entre US$ 4 e US$ 5 por dia (aproximadamente R$ 20 a R$ 25).
Prestígio acima do dinheiro
Embora os salários sejam elevados, profissionais com perfil semelhante podem alcançar ganhos iguais ou maiores na iniciativa privada, especialmente nas áreas de tecnologia e engenharia.
Ainda assim, o prestígio, o avanço científico e a oportunidade de participar de um momento histórico seguem como principais atrativos da missão, que integra o programa de retorno à Lua e preparação para futuras viagens a Marte.
