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Terrorismo - 04/01/2023, 12:03 - AFP

Atentado duplo com carros-bomba deixa 19 mortos na Somália

Radicais islâmicos do grupo Al-Shabab reinvidicaram ataque em Mahas, na província de Hiran

Dois carros-bomba foram usados no ataque mortal
Dois carros-bomba foram usados no ataque mortal |  Foto: Canva/Divulgação

Dezenove pessoas morreram em dois atentados simultâneos com carros-bomba no centro da Somália nesta quarta-feira (4), reivindicados por radicais islâmicos do grupo Al-Shabab.

O ataque foi cometido no início da manhã em Mahas, na província de Hiran, onde há vários meses milícias de clãs e o Exército somali lançaram uma vasta ofensiva contra insurgentes islâmicos ligados à Al-Qaeda.

Este novo atentado mostra que o grupo Al-Shabab, que perdeu terreno nesta região, ainda é capaz de realizar ataques mortais.

"Dezenove pessoas, entre elas membros das forças de segurança e civis, morreram nas explosões. Os terroristas (Shabab) explodiram dois carros perto de uma base militar em Mahas", cidade a cerca de 300 quilômetros da capital, Mogadíscio, informou Mohamed Moalim Adan, líder de uma milícia comunitária aliada ao governo local.

"Cerca de 20 pessoas morreram na dupla explosão, a maioria civis. Mas tais ataques nunca vão parar nossos esforços para eliminá-los", disse à AFP Abdikarim Hassanm, líder comunitário de Mahas.

"Vi os corpos de nove civis, incluindo mulheres e crianças. Foi um ataque horrível", comentou Adan Hassan, testemunha do ataque.

De acordo com outro líder dessa comunidade, Mohamud Suleyman, cerca de cinquenta pessoas também ficaram feridas em consequência das explosões.

Em comunicado, o Al-Shabaab afirmou ter atacado "bases militares".

O Al-Shabab, um grupo afiliado à Al-Qaeda, luta contra o governo federal, que conta com o apoio da comunidade internacional desde 2007.

Expulsos das principais cidades do país entre 2011 e 2012, os insurgentes permanecem firmemente estabelecidos em áreas rurais extensas.

"Guerra total"

No início de julho, clãs na província de Hiran se revoltaram contra os insurgentes islâmicos.

O governo de Hassan Sheikh Mohamoud, que prometeu uma "guerra total" contra o grupo islâmico, enviou em setembro o exército - incluindo forças especiais - para apoiar essas milícias conhecidas como "macawisley".

Esta ofensiva, apoiada pela força da União Africana na Somália (Atmis) e por ataques aéreos americanos, permitiu reconquistar importantes territórios em dois estados do centro do país, Hirshabelle - onde está localizada a província de Hiran - e Galmudug.

No início de dezembro, o Executivo afirmou ter recuperado Adan Jabal, cidade emblemática de Hirshabelle ocupada pelo Al-Shabab desde 2016. O local é apresentado como um “campo de treinamento” e um hub logístico para os insurgentes da região.

Apesar das derrotas, membros do Al-Shabab continuam a lançar ataques sangrentos como retaliação.

Em 29 de outubro, dois carros-bomba explodiram com poucos minutos um do outro em Mogadíscio, deixando 121 mortos e 333 feridos, no ataque mais mortífero no país em cinco anos.

Um ataque triplo em Beledweyne (centro), capital da província de Hiran, também matou 30 pessoas, incluindo autoridades locais, no início de outubro.

E, em agosto, pelo menos 21 hóspedes de um hotel de Mogadíscio morreram em um ataque que durou 30 horas.

O presidente anunciou que novos contingentes de soldados somalis, treinados na Eritreia, serão mobilizados em breve para operações contra o Al-Shabab.

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