
Izac Bruno Coni Silva, mais conhecido como Zau O Pássaro, morto nesta segunda-feira (4), em um acidente na BR-116, em Feira de Santana, iniciou sua trajetória na música inspirado pelo cantor Igor Kannário. No entanto, a relação dos dois parou na Justiça.
Antes de estourar na música baiana como O Pássaro, o cantor se apresentava como Zau Kannário. Diante disso, Anderson Machado de Jesus, o famoso Igor Kannário, entrou com um processo na Justiça, no início de junho de 2025, para que o fã não utilizasse a marca Kannário, ou qualquer variação que se assemelhasse ao nome artístico do Príncipe do Gueto.
Com a solicitação aceita pela Justiça, Zau teve 48 horas para mudar as redes sociais e qualquer meio de divulgação da sua carreira com o antigo nome. Caso descumprisse a decisão, o pagodeiro teria que pagar uma multa de R$ 100 mil por dia.
O nome Kannário é marca registrada por Igor, desde 2016, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com proteção para serviços culturais e musicais. A Justiça também exigiu, à época, a exclusão de conteúdos que violem a marca Igor Kannário Príncipe do Gueto.
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Publicações enigmáticas
Logo depois da decisão da Justiça, Zau publicou frases enigmáticas nas redes sociais, enquanto passou a assinar como O Herdeiro em novas postagens. Ainda no mesmo mês, o cantor apagou todas as publicações e surgiu como Zau O Pássaro.
Continuou fã
Apesar de toda polêmica, Zau continuou fã de Kannário, conforme relatado em entrevista exclusiva aoMASSA!. Ele revelou que, nos primeiros momentos, ficou decepcionado com o Príncipe do Gueto, mas repensou a situação.
"Depois eu amadureci e entendi que da minha parte houve um erro. Não foi intencional, não quis prejudicar. Até porque eu sou fã, tenho vídeo com 8, 9 anos de idade cantando. Eu sou kanariano até Jesus voltar", disse Zau, em 10 de março, ao MASSA!.
