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De fazer chorar - 03/05/2026, 09:20 - Vinicius Portugal - Atualizado em 04/05/2026, 17:35

Prepara o chifre: ex-Asas Livres retornam como dupla

Rafinha e Alan Delon relembram trajetória no Asas Livres

Rafinha e Alan Delon lançaram o projeto Asas do Brasil
Rafinha e Alan Delon lançaram o projeto Asas do Brasil |  Foto: Divulgação

Não tem um baiano nascido até o início dos anos 2000 que não conheça a banda Asas Livres. O grupo, fundado por Jailton Barbosa, foi precursor do arrocha e serviu de escola para grandes nomes do gênero — sendo mais conhecido deles, Pablo. Além dele, outros dois vocalistas marcaram época, tanto pelas vozes quanto pelos cabelos volumosos: Rafinha e Alan Delon.

Foi então que, vendo o apelo do público, ambos lançaram um novo projeto para relembrar os tempos de Asas Livres. Batizado de Asas do Brasil, a nova dupla tem o objetivo de rodar o país com o romantismo que sempre soube entregar.

“Eu e Alan temos uma história bonita no Asas. Eu fiquei 11 anos, Alan também uns 11 anos, então é muita história para contar e decidimos juntos, com meu escritório, MG Produções, nos juntar para fazer esse projeto, para rodar aí para toda a galera que é fã do arrocha, que é fã do Rafinha, que é fã do Alan Delon”, explica Rafinha ao MASSA.

Vale ressaltar que o retorno já tem data marcada. Na próxima quinta-feira (7), o Asas do Brasil gravará seu primeiro audiovisual, no Ária Hall, em Feira de Santana.

Sem espaço no Asas Livres?

Alan Delon também destaca que nunca houve um convite do Asas Livres para que ele e Rafinha retornassem. Por isso, a dupla "meteu as caras" para tocar o projeto por conta própria.

Aspas

Em relação a uma possível reunião com a formação original da banda, tanto eu quanto Rafael nunca recebemos uma proposta nesse sentido. Acredito que a iniciativa do Asas do Brasil seja uma oportunidade de homenagear a história da banda, narrando nossa trajetória desde o início até o presente, explorando também o que estamos fazendo individualmente. Nunca houve um convite para retornarmos à antiga formação, por isso decidimos criar esse projeto juntos

Alan Delon

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Apesar de não haver retorno, ambos falam com muito carinho não só do tempo de Asas Livres, mas também de Jailton Barbosa, que segue à frente do grupo. Rafinha destaca a importância do fundador para sua carreira no meio musical.

“Eu era office boy lá no Comércio. Aí eu recebi uma ligação para fazer um teste de um amigo meu, porque ele recebeu uma proposta para fazer o teste, só que ele cantava pagode. Ele falou: ‘Não, eu não me encaixo aí, não. Eu vou passar para uma pessoa que eu gosto’, e ele me via cantar em karaokê. Aí eu recebi a ligação dele, me passou o contato, eu liguei para o pessoal, fiz o teste e estava verde ainda, precisava ser lapidado. Eles perguntaram se eu tinha esse tempo para fazer essa maturação. Aí eu falei que tinha e, graças a Deus, foram quatro cantores na época; foi saindo um, foi saindo outro, e eu ali persistindo”, diz.

Já Alan destaca o momento atual do Asas Livres, com o jovem Júnior Costa como vocalista, e reitera sua gratidão por ter feito parte do projeto:

“Para mim foi gratificante demais cantar na primeira banda de arrocha do Brasil. Eu entrei na banda Asas Livres em 2007, em 1º de junho de 2007. Vai fazer 20 anos. E eu tenho certeza de que essa galera jovem que está chegando no Asas Livres está representando muito bem. Júnior Costa é meu parceiro lá do Maranhão, é um cara que tem um talento muito brilhante”.

CDs e Livros

Falar em Asas Livres é lembrar de grandes sucessos. Ao longo de quase 40 anos de história, o grupo emplacou hits como “Cristina”, “Tudo Azul” e, talvez o mais marcante, “CDs e Livros”. No entanto, Rafinha revelou que não acreditava no potencial dessa música.

“Eu ouvi essa música pela primeira vez na voz de Tânia Mara. Aí eu levei para Jailton, que estava fazendo a seleção do álbum. Ele colocou, fez o solo e falou para mim: ‘Ó, essa música aqui, se você não estourar com ela, você pode voltar para o seu comércio, porque essa música vai te projetar’. Aí eu dei risada, não acreditei. A gente estava sempre trabalhando, fazendo o nosso trabalho e deixando Deus agir. E aconteceu”, relata.

Outros projetos

Os mais novos podem não saber, mas Alan Delon não começou no Asas Livres. O paranaense iniciou no sertanejo, passou pelo forró e depois chegou ao arrocha. Ele teve uma passagem de destaque pelo grupo Mulheres Perdidas.

Alan destaca a importância da banda em sua formação, inclusive para chegar ao Asas Livres.

“Mulheres Perdidas foi quando eu vim de São Paulo para o Nordeste. Foi a primeira, na verdade, a segunda banda de forró. A primeira foi a banda Carisma, lá de Alagoas. Depois cheguei à banda Mulheres Perdidas, que era uma vontade minha desde São Paulo. Eu falei: ‘Eu vou para o Nordeste e, com fé em Deus, vou cantar nessa banda’. E consegui chegar até lá. Não foi fácil, foi o destino mesmo. Também foi uma banda que me preparou muito, porque na época a gente fez bastante sucesso, me deixou bastante conhecido também. Talvez por isso eu vim para o Asas Livres”, explica.

Apesar de transitar por vários gêneros, Alan foi direto ao apontar o arrocha como seu estilo favorito.

“Hoje eu posso dizer que gosto mais de estar no mundo do arrocha, porque foi um ritmo que eu também vi nascer. Então isso me orgulha muito de fazer parte do movimento do arrocha”, afirma.

Com os dois pés na porta

Por fim, Alan Delon comenta sobre o cenário atual do arrocha. Para ele, é gratificante ver o crescimento de um gênero que ajudou a construir.

“Eu entrei no cenário do arrocha alguns anos antes de Rafinha. Houve uma evolução notável. Inicialmente, havia certas restrições que impediam o gênero de expandir. Mas, felizmente, o público e a mídia abraçaram o arrocha. Novos artistas surgiram, impulsionando sua evolução. Hoje, o arrocha, que começou a nível do Recôncavo Baiano, alcançou o Nordeste, o Norte e o Sul. Atualmente, é um dos ritmos mais populares do país, e nos sentimos muito honrados em ver que o movimento, iniciado aqui na região do Recôncavo, conquistou o Brasil”, finaliza.

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