
O padre Danilo César, da paróquia de Areial, na Paraíba, entrou em acordo judicial com a família da cantora Preta Gil, falecida em 20 de julho de 2025, para evitar o pagamento de R$ 370 mil por intolerância religiosa.
O crime ocorreu em uma missa ao vivo, no YouTube, quando o padre associou a morte de Preta à religião que ela acreditava, de matriz africana.
Processos diferentes
O caso aconteceu em dia 27 de julho de 2025, quando a frase "Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?" foi considerada como preconceituosa pela Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, e o presidente da instituição, Rafael Generiano, registrou um boletim de ocorrência contra o discurso do padre
Desde então, o padre responde a dois processos: um na esfera criminal e uma ação civil, movida pela família da cantora, por danos morais.

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Lista de acordo
O padre deverá cumprir, caso o acordo seja homologado, as seguintes medidas, referentes às duas ações:
- Em 30 dias úteis, fazer um pedido de desculpas feito durante a celebração de uma missa por meio da transmissão do canal de Youtube de sua Paróquia. Caso contrário, está previsto o pagamento de multa de R$ 250 mil.
- Realizar Leitura e produção de resenhas manuscritas das obras A Justiça e a Mulher Negra (Lívia Santana) e Cultos Afro-Paraibanos (Valdir Lima)
- Produção de resenha manuscrita do documentário Obatalá, o Pai da Criação;
- Cumprimento de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa, com certificados válidos, podendo somar diferentes cursos, inclusive na modalidade EAD com controle de presença
- Até o fim de junho, é obrigatório entregar as 3 resenhas manuscritas e no mínimo 20 horas certificadas de cursos;
- Pagamento de R$ 4.863, em até 5 dias, via Pix para a Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE);
O acordo é no âmbito de um processo cível movido na 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro por danos morais, e ainda precisa ser homologado pela Justiça.
