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Novo projeto - 17/05/2026, 09:00 - Vinicius Viana

Na contramão do pagodão, Psirico valoriza ritmo dos vaqueiros

Márcio Victor resgata ritmo tradicional do interior da Bahia em audiovisual

Cantor Márcio Victor lança Samba de Vaquejada
Cantor Márcio Victor lança Samba de Vaquejada |  Foto: Divulgação/@joaocosta.souz

Fazendo o caminho inverso e indo na contramão do que vem sendo produzido atualmente no mercado do pagode baiano, Márcio Victor, vocalista da banda Psirico, decidiu dar visibilidade a um ritmo que estava “escondido” no interior da Bahia ao lançar o 'Samba de Vaquejada', na última quinta-feira (15). O projeto faz parte de um audiovisual que mergulha na cultura da vaquejada e nas tradições de Barrocas, no semiárido do estado.

Unindo samba de roda, samba de boiadeiro, música rural e piseiro ao pagode, o artista do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, aposta na valorização das vivências reais, assim como já fez em 'Firme Forte' e 'Contregum', ao abordar temas como resistência, superação e orgulho da ancestralidade.

Banda Psirico lança 'Samba de Vaquejada'
Banda Psirico lança 'Samba de Vaquejada' | Foto: Divulgação/@joaocosta.souz

“A cultura da gente precisa ser valorizada, e a cultura de verdade está acontecendo, mas muitas pessoas não estão sendo abraçadas. [Mas] eles resistem, eles mantêm o que é vivo de verdade nos interiores”, afirmou Márcio Victor ao MASSA!, após viver uma imersão cultural com vaqueiros em Barrocas.

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Márcio Victor afirmou que prefere “interiorizar” sua sonoridade e mencionou Bad Bunny como exemplo de cantor que conquistou projeção mundial valorizando suas raízes.

“O Bad Bunny é uma nova sensação da música mundial, mas ele está mostrando no som dele a cultura dele, transformando-a em algo global. Eu estou tendo a oportunidade de mostrar às pessoas isso, porque tem muita gente cansada do que está acontecendo no mercado. E esse cansaço vem, às vezes, dos artistas não darem espaço ao novo, não darem atenção ao que a gente tem e nem valorizarem isso. Eu acho que o Psirico acertou mais uma vez nessa nova tonalidade, ao não continuar seguindo o caminho que todos estão seguindo. Embora não faça muito sucesso, a gente continua fazendo e, daqui a alguns anos, na história da banda, a gente vai ser reconhecido pelo trajeto que fez.”

Imersão cultural na vaquejada, em Barrocas

Márcio Victor com artista do samba de roda, samba de boiadeiro, música rural e piseiro
Márcio Victor com artista do samba de roda, samba de boiadeiro, música rural e piseiro | Foto: Divulgação/@joaocosta.souz

Durante o processo de imersão para a construção do novo trabalho, Márcio Victor relatou experiências vividas no município de Barrocas. Ele contou que sentiu a disposição de viver na população daquele lugar, ao refletir sobre o sentimento de cansaço da vida que algumas pessoas carregam.

“Eu acho que tem muita gente já cansada da vida, mas eu senti um gosto da vida naquele lugar logo na chegada. Na hora do samba também, dentro da casa com o grupo Samba de Boiadeiro. Alex cantou umas cantigas que cantavam na minha casa e as lágrimas vieram de uma forma que eu não consegui conter”, declarou.

“Samba de Vaquejada” não é moda, diz Márcio Victor

Márcio Victor andando a cavalo
Márcio Victor andando a cavalo | Foto: Divulgação/@joaocosta.souz

Questionado se o 'Samba de Vaquejada' poderia ser apenas uma tendência passageira, o cantor afirmou que o ritmo é um movimento cultural dos vaqueiros e, por isso, vai continuar existindo.

“O Samba de Vaquejada é uma construção, não é só uma música. Vai vir um projeto em que vou gravar um audiovisual mostrando artistas que são desse movimento, mas o samba de vaquejada não é moda, não é hype. É um movimento que já existe no coração dos vaqueiros. Então, enquanto tiver vaquejada, vai durar o samba de vaquejada.”

Um projeto com chamado espiritual

Márcio Victor visitou a cidade de Barrocas, no semiárido do estado
Márcio Victor visitou a cidade de Barrocas, no semiárido do estado | Foto: Divulgação/@joaocosta.souz

Márcio Victor também afirmou acreditar que o novo projeto tem uma ligação espiritual e relembrou uma experiência vivida durante o Carnaval 2026, que teria reforçado sua conexão com o tema.

“Existe algo espiritual, sim. No Carnaval eu estava cantando e, no meio do descanso, me apareciam vídeos desse povo, como se eles estivessem me pedindo, sem me pedir diretamente, para que eu mostrasse essa cultura, como se ela estivesse gritando para ser mostrada. Não foi algo que eu simplesmente quis; acredito que foi algo espiritual me levando a me reencontrar”, finalizou.

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