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Tragédia! -

Marília Mendonça: relatório sobre acidente aéreo será divulgado hoje

Documento deve apontar se houve falha mecânica na aeronave; acidente ocorreu em novembro de 2021, em MG

Vinicius Viana
Vinicius Viana
Marília Morreu em um acidente de avião em   novembro de 2021
Marília Morreu em um acidente de avião em novembro de 2021 |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Realizado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o relatório final sobre o acidente aéreo que matou Marília Mendonça e outras quatro pessoas será divulgado nesta segunda-feira (15). A informação foi anunciada pela Força Aérea Brasileira (FAB), que confirmou a conclusão das investigações na última sexta-feira (12).

Os familiares das vítimas vão receber o relatório antes dos detalhes serem divulgados ao público. Conforme o Cenipa, a medida visa "promover o amplo acesso e transparência das informações investigadas por este centro a toda sociedade".

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o documento deve apontar se houve ou não falha mecânica na aeronave. Ainda não há detalhes acerca do horário em que o relatório será divulgado.

Acidente

A cantora e compositora Marília Mendonça morreu no dia 5 de novembro de 2021, aos 26 anos, quando se deslocava de avião para a cidade de Caratinga, em Minas Gerais, onde faria um show. Todas as outras quatro pessoas que estavam no avião com a artista também morreram na hora.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o bimotor Beech Aircraft, da PEC Táxi Aéreo, de Goiás, estava em situação regular e tinha autorização para fazer táxi aéreo. A aeronave tinha capacidade para seis passageiros.

Além de Marília, morreram no acidente: Geraldo Medeiros (piloto), Tarciso Viana (copiloto), Henrique Ribeiro (produtor) e Abicieli Silveira Dias Filho (tio e assessor da artista). Eles foram vítimas de politraumatismo contuso, segundo o médico-legista Thales Bittencourt de Barcelos. O laudo ainda apontou que as mortes ocorreram depois que as vítimas estavam no chão.

Investigações

Um ano após o acidente, as investigações indicaram que o piloto não teria seguido o padrão de pouso do aeródromo. Naquele momento, a Polícia Civil disse que ele fez a aproximação correta, mas "se afastou muito" do ponto recomendado e saiu da zona de proteção. A suspeita é de que o piloto tentou fazer um pouso "mais suave".

As investigações também apontaram que o avião estava voando abaixo do indicado e colidiu em um cabo de uma torre da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Em decorrência da tensão, o cabo de aço se enrolou no motor esquerdo da aeronave e fez com que ele se desprendesse no ar.

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