
Para os mais noveleiros, o encontro entre Brasil e Marrocos não começa no próximo sábado (13), pela 1ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026. Os amantes da teledramaturgia logo relacionam os paísas pela novela O Clone, fenômeno da teleivisão que uniu a árabe Jade ao marroquino Said e ao brasileiro Lucas, em uma história cheia de idas e vindas.
Escrita pela autora Glória Perez, O Clone foi lançada em 1º de outubro de 2001. A trama abordou diversas temas, inclusive alguns polêmicos, como a dependência química e a clonagem, além da cultura árabe. A novela foi gravada no Brasil e em Marrocos.
Já reprisada algumas vezes, não tem que não se empolgue e repita os diversos bordões famosos que marcaram o povo brasileiro, como "Inshallah, muito ouro", "Não é brinquedo, não!", "Arder no mármore do inferno", além de muitos outros.
A trajetória complexa de Lobato (Osmar Prado) e de Mel (Débora Falabella) com as drogas, de Albieri (Juca de Oliveira) criando um clone do protagonista, ou até mesmo dos convidados famosos do bar de Dona Jura (Solange Couto) prendeu os telespectadores, seja pelo alívio cômico ou pela dramaticidade.
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Paixão, drama, idas e vindas
Textos intensos, atuações impecáveis e aquele drama que faz todo brasileiro ficar encantado. Assim foram os 252 episódios da novela. O folhetim aborda a vida amorosa de Jade, interpretada por Giovana Antonelli. Filha de marroquinos, foi nascida e criada no Brasil, mas precisou voltar ao Marrocos, onde morou com o tio Ali (Stênio Garcia), após a morte dos pais.
No país africano, a história passa a ganhar contornos românticos, mas também dramáticos. Uma família de brasileiros, formada por Lucas, interpretado por Murilo Benício, o seu irmão gêmeo Diogo (também Murilo Benício) e o pai Leônidas (Reginaldo Faria), visita o Marrocos a passeio. Dessa viagem, dois caminhos se cruzam.
Jade e Lucas se apaixonam loucamente, mas são impedidos de ficarem juntos, devido o rito da religião mulçumana, que não permite que a mulher de se relacione com alguém de outra crença. Além disso, a personagem de Giovanna Antonelli já estava prometida a Said, interpretado por Dalton Vigh.

Não teve jeito e, apesar de todo amor por Lucas, Jade se casou com o árabe e mulçumano. Apaixonado e dedicado, Said se entregou ao casamento e ofereceu tudo que podia à amada. Juntos tiveram a esperta e comunicativa Khadija, interpretada por Carla Diaz.
Quase 20 anos depois do encontro, Lucas está casado com Maysa, interpretada por Daniela Escobar. A história segue com o gêmeo brasileiro e Jade casados, com filhos e vidas estáveis. Mas, de repente, todo fogo da paixão é reacendido quandos os dois se cruzam e começa o bafafá que une Brasil ao Marrocos, ou vice-versa.
Marrocos ganhou atenção dos brasileiros
Antes da novela, o destino já era buscado por centenas de brasileiros. No entanto, a partir de 2001, quando o folhetim foi ao ar, os números só cresceram. Em 2025, 60 mil brasileiros deram um pulo em Marrocos, a fim de conhecer vários cantos do país no norte africano.
Na própria telenovela, diversos paraísos são exibidos, sendo os labirintos de Fez o mais marcante. Além do local, outros já estão "para lá de Marrakesh", e ainda tem o vilarejo Ait Ben Haddou e a cidade Erfoud, próxima ao famoso deserto de Saara.

Novela e futebol
Saindo das telinhas e voltando para os gramados... é importante destacar que a beleza marroquina não se limita à arquitetura, costumes e afins. A Seleção de Marrocos deu um show na última Copa do Mundo, em 2022, quando foi até a semifinal, eliminando Espanha e Portugal, caindo somente para a França.
E é importante o técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, junto com os jogadores, ficarem de olho mesmo: no ranking de seleções da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o Marrocos está na sétima posição, enquanto a Seleção Brasileira figura em sexto. No último jogo amistoso entre as equipes, os africanos venceram por 2 a 1.

Como o enredo termina, o MASSA! não podar dar spoiler. Mas fica a indicação para dar uma conferida na obra que está disponível para assinantes da Globoplay, streaming do Grupo Globo. Já dentro de campo, a torcida é de que o Brasil passe por cima dos marroquinos e estreie no Mundial com vitória.
*Sob a supervisão da editora Amanda Souza
