
Existem apenas alguns nomes na história que conseguiram alcançar um certo nível de imortalidade. Mesmo depois de suas mortes, seus legados continuam ecoando ao longo dos anos. Michael Jackson é com certeza uma dessas pessoas. Suas músicas ainda conversam com a nova geração e a cinebiografia Michael, que chega nesta quinta-feira (23) aos cinemas, vem para provar que o Rei do Pop continua eterno no coração do público.
A trama inicia mostrando as origens do astro no The Jackson 5 e se estende até a ascensão de sua carreira solo, retratando o lançamento de álbuns como Off The Wall, Thriller e Bad. Seguindo exatamente a mesma estrutura de outras cinebiografias, o longa dirigido por Antoine Fuqua se destaca por seu rigor técnico. Cada coreografia, figurino e música são recriados com uma precisão quase inacreditável.
A maior força da cinebiografia está na sua capacidade de fazer o público viajar pelo tempo enquanto relembra da vida de — possivelmente — o maior artista musical que o mundo já viu. Os clipes musicais, que se tornaram uma das principais marcas do cantor ao longo de sua carreira, são um dos principais pilares do filme de Fuqua. Além de serem uma grande homenagem, os clipes também servem para marcar a evolução artística do cantor.
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O apego com a fidelidade também se estende para o elenco. Desde que foi anunciado no papel principal, Jaafar Jackson espantou a todos por sua semelhança com o tio. Não apenas a aparência é igual, como o talento também parece estar no mesmo nível, visto que Jaafar consegue ser uma das principais potências do longa. Apesar de derrapar quando precisa protagonizar momentos dramáticos, o jovem entrega uma versão digna de Michael Jackson.
Porém, Jaafar não é a única estrela que brilha intensamente no filme. Colman Domingo se destaca vivendo Joe Jackson, patriarca da família que acabou desenvolvendo uma relação conturbada com o Rei do Pop. Apesar de aparecer por pouco tempo, Juliano Valdi também rouba os holofotes como uma versão mais jovem de Michael. Com exceção dos dois, o resto dos atores aparecem bem apagados em seus respectivos papéis. Entregando grandes doses de nostalgia, Michael leva aos cinemas a grandeza de um ícone que nunca será esquecido.
Deslizando como o moonwalk
O moonwalk não é a única deslizada que existe dentro da narrativa de Michael. Apesar de prestar uma homenagem memorável, o filme ainda coleciona alguns erros. Como mencionado mais cedo, Jaafar Jackson encontra dificuldades quando precisa encenar momentos dramáticos.
O ator é genial nas cenas que envolvem música, mas acaba perdendo força quando precisa mostrar o lado mais pessoal de Michael. Por sua vez, essa não é uma falha exclusiva do protagonista, mas da obra como um todo. Apesar de detalhar bastante a trajetória artística do cantor, o longa pouco se debruça nos seus dilemas pessoais. Os conflitos com o pai parecem “desentendimentos pontuais” e a relação com seus outros irmãos é quase inexistente. Nem mesmo as polêmicas envolvendo o artista foram abordadas. De todo modo, esses deslizes não são suficientes para prejudicar a experiência como.
