
A Caixa Econômica Federal, em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), está oferecendo vagas para mulheres participarem da Trilha Virtual.
A ação visa disponibilizar conteúdos sobre empreendedorismo, abertura e desenvolvimento de negócios. Interessadas podem se inscrever até o dia 30 de julho no site https://mulheresdefavela.cufa.org.br/trilha-virtual/ e preencher o formulário.
Segundo Marcus Vinicius Athayde, diretor da Cufa, podem participar mulheres cis ou trans, moradoras de favela ou periferia, maiores de 18 anos, com um negócio em desenvolvimento ou que pretendem empreender. “Também é necessário que tenham WhatsApp com um número válido e disponível, temos o objetivo de capacitar 50 mil mulheres, podendo aumentar ainda mais esse número, conforme a demanda de inscrições”, afirma.
Ele explica também que ao realizar o cadastro no link, é recebido um convite de confirmação no WhatsApp. A partir daí, é disponibilizado o conteúdo da trilha por 20 dias. “O conteúdo foi desenvolvido pela Escola de Negócios da Favela, que é uma iniciativa da Favela Holding, da Favela Fundos e da Fundação Dom Cabral, com parceria social da CUFA”, informa.
Serão oferecidos materiais de educação financeira, formalização do negócio e marketing digital. “Serão enviados vídeos diariamente, a partir do dia 24 de julho, durante os 20 dias, os conteúdos ficarão disponíveis sempre que a participante do curso quiser consultá-los”, explica Marcus.
De acordo com o diretor, a trilha virtual faz parte do Programa Mulheres de Favela. Foram criados “Laboratórios de Inovação Social” em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, de forma presencial e nesta etapa estão sendo oferecidos os cursos online. “Agora, a proposta é ampliar ainda mais o alcance desses conteúdos para fomentar e capacitar o empreendedorismo feminino em favelas de todo o Brasil”, afirma.
Márcio Lima, presidente da CUFA Bahia, acredita que a Trilha viabiliza a emancipação socioeconômica de mulheres que vivem em situação de dependência financeira. “Durante a pandemia, foram as mulheres quem mais sofreram impacto na renda. O programa possibilita que elas saiam da dependência dos seus cônjuges e acaba diminuindo também o índice de violência contra mulher”, ressalta.

