
Para algumas pessoas a quarta-feira (15) tem sido como um dia qualquer, mas para os roqueiros é um momento inesquecível. Uma multidão de baianos consegue realizar o sonho de uma vida ao assistir, pela primeira vez, ao show do Guns N' Roses em Salvador. A banda americana se apresenta na Arena Fonte Nova, como parte da turnê 'Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things'.
Não importando o gênero ou idade, diversas gerações se encontraram com o mesmo objetivo: acompanhar de pertinho a banda que marcou suas vidas. "A gente não sabe até quando vai estar vivendo, respirando, e até quando a banda vai estar em toda a sua totalidade, com os componentes antigos. Ou seja, vale a pena sim, é uma pena que tenha poucos investimentos aqui no Brasil", contou Joseval Souza, 49.

O show é a primeira oportunidade que o empresário tem de escutar a banda que acompanha desde os 12 anos. Apesar da apresentação ter sido na sua terra natal, o baiano já estava decidido a viajar para outro lugar do Brasil se fosse necessário. "Quando eu soube que eles estariam em turnê pelo Brasil, eu disse que onde fosse eu iria. Por sorte, caiu na cidade onde eu moro, aí ficou mais fácil", explicou.
Leia Também:
Para quem escuta o grupo de rock desde pequeno, a sensação é indescritível. Mais que um show, a noite é uma forma de "viajar no tempo". "É estar realizando um sonho de criança e que na época não era possível. Hoje, já com idade, estou realizando como se fosse a primeira vez escutando eles. É gostoso demais, para mim é inenarrável", explicou.
Além de uma chance única, a chegada do Guns em Salvador também é uma surpresa para quem curte a banda. Os fãs não faziam questão de esconder a surpresa quando descobriram que Salvador seria um dos palcos para o grupo americano.
Fantasiado como o guitarrista Slash, o baiano Tarcísio Araújo, 46, admite que não esperava assistir ao show pela primeira vez na capital baiana. "Eu pensei até em ir para outro estado, mas aqui em Salvador eu não esperava assistir. Como eles vieram, é uma maravilha, vai ser aqui mesmo", pontuou.

Para ele, além de curtir as músicas ao vivo, a noite também é uma oportunidade de descontrair. A decisão de ir fantasiado surgiu da vontade de se destacar em meio à multidão. "Eu sempre fui fã de Slash, eu toco guitarra e gosto do estilo dele. Aí eu pensei em ir caráter, porque sabia que seria um diferencial, o pessoal gosta de brincar, tirar foto", detalhou.
O baiano também enfatizou a carência de grandes atrações internacionais nas terras baianas. Tarcísio aproveitou para montar uma lista de nomes que deseja ver de pertinho após a passagem de Axl Rose, Slash e Duff McKagan pela cidade.
"Salvador precisa muito fomentar a vinda das bandas internacionais para cá. Teve Roger Waters que eu vim, Elton John, Paul McCartney. Guns é uma coisa maravilhosa, mas eu queria que viesse também o Iron Maiden, Metallica", listou.
A perder de vista
Diferente da maioria, há aquelas algumas pessoas com experiência de sobra nos shows da banda americana. Fábio Pera, 52, perdeu as contas de quantas vezes já curtiu a voz de Axl Rose ao vivo. "Não é minha primeira vez, já acompanho o Guns desde a década de 1980. Assistia os shows pela MTV e no Rock in Rio, naquela época a gente ficava vidrado", disse.

A experiência dessa vez é ainda mais especial. O arquiteto curte o show na companhia do seu filho, o pequeno Gustavo, de apenas 12 anos. Fábio destaca que a apresentação é uma forma de apresentar música boa a uma nova geração.
"De repente pode ser um motivo para a gente viajar o mundo, revivendo músicas que me fizeram gritar, dançar e gritar. É muito bom estar passando para uma outra geração, um menino de 12 anos, que de repente tem um contato com músicas boas", finalizou.
