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Na bronca! - 10/08/2023, 17:07 - Pedro Moraes - Atualizado em 10/08/2023, 18:31

Flipelô: PcDs dizem que Pelô tá 'na falha' em meio ao festival

Participantes do "Espaço Acessibilidade" contestam aspectos do Flipelô

Proposta pode ser mais apoiadora caso  o Pelourinho seja melhor estruturado
Proposta pode ser mais apoiadora caso o Pelourinho seja melhor estruturado |  Foto: Pedro Moraes / Portal MASSA!

Palco de diversidade como de costume, o Pelourinho, conhecido popularmente como Pelô, recebe, entre 9 e 13 de agosto, o festival literário chamado Flipelô. Com milhares de apresentações, o evento engloba o espaço Inclusão. Contudo, apesar do nome, participantes desse setor ficaram na 'bronca'.

Tiago Correia, de 31 anos de idade, é poeta e doutorando em literatura e cultura pela UFBA. Após compor a mesa "Escritores e sua diversidade literária", ele soltou o verbo sobre a sétima edição.

"Fui convidado a participar do Flipelô, sou uma pessoa com deficiência, mas sou poeta, escritor, professor e, quando saiu a programação, foi algo muito específico, chamando de acessibilidade e inclusão, quando de fato isso não acontece nesse espaço. Como escritor, fui colocado nesse lugar de acessibilidade e inclusão, e a minha obra fica em segundo plano, porque fui colocado em uma mesa de acessibilidade e inclusão. Então vim falar de acessibilidade e inclusão ou do meu livro 'Cuidado Com Quem Te Ama''. Essa programação, ela reforça estereótipo, coloca a deficiência em primeiro lugar. Eu aqui não sou escritor da feira, e sim deficiente, entende? Somos muito mais que isso, o que que falta colocar pessoas com deficiências em mesas com escritores para falar de literatura, e não só de inclusão? É para pensar na gente enquanto sujeito social. Acredito que a Flipelô peca muito nisso", desabafou ao Portal MASSA!.

Espaço Acessibilidade no Flipelô deste ano
Espaço Acessibilidade no Flipelô deste ano | Foto: Pedro Moraes / Portal MASSA!

Escritora do livro "Coração de Vidro" e participante do evento, a psicóloga Glacy Maria, de 56 anos, acredita que a proposta pode ser mais apoiadora caso o local, o Pelourinho, seja melhor estruturado. "Esse é o meu primeiro ano, eu não frequento o Pelourinho porque não tem acessibilidade. Evito demais vim aqui. Vim hoje porque recebi um convite. Já contestei, mas dizem que não pode mexer porque é um lugar histórico, mas a mim não me convence, porque sei que quando querem fazer faz", apontou.

O livro de Glacy, que já teve mais de 100 fraturas, trata da volta por cima e da superação de PcD.

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