
Dois gêneros musicais que são a cara de Salvador vão se unir em cima dos palcos. O evento “Entre o Cavaco e a Sanfona” vai promover um encontro entre o ritmo do forró e a levada do samba. A festa será comandada pelos forrozeiros Jairo Barboza, Nônô Curvêllo e Netto Bittencourt, vocalista da banda Tio Barnabé. Com entrada gratuita, a festa acontece neste domingo (29), às 16h, no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho.
Apesar de à primeira vista serem dois estilos que não conversam muito entre si, os anfitriões garantem que o forró e o samba tem muito em comum. “Acho que samba e forró super combinam, ao exemplo de Jackson do Pandeiro, que usava o pandeiro, um elemento do samba. A música, principalmente a música baiana, nos dá essa flexibilidade de poder experimentar coisas, ritmos”, contou Netto Bittencourt em entrevista ao MASSA!.
Sendo um dos grandes representantes do forró em Salvador, Netto revelou que a ideia para o evento surgiu da vontade de fazer algo diferente com o gênero que ele representa. Com o tempo, ele ganhou outros dois companheiros para levar o projeto adiante.
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“Eu tive a ideia de fazer algo diferente relacionado ao forró, um forró com samba. A primeira pessoa que pensei foi Nono. A gente começou o projeto e sentiu que faltava um componente, ai chamamos Jairo Barboza”, detalhou Netto.
Montar um repertório que une ambos os estilos não foi uma tarefa fácil. Apesar disso, a seleção das músicas promete agradar a todos os gostos. “A gente pensa muito na energia do público. Não é só escolher música, é montar uma experiência. Pegamos clássicos que todo mundo canta, adaptamos levadas, mudamos arranjos. Às vezes um samba vira forró, às vezes o forró ganha um tempero de samba”, explicou Jairo Barboza.
Além dos três anfitriões, o evento também vai contar com a participação da banda Resenha do Chaves e da cantora Roberta Leal. A presença dos dois promete incrementar ainda mais a tarde no Rio Vermelho. “É uma honra grande! São artistas que têm identidade, têm história e chegam para somar demais com o projeto. Quando junta essa galera toda, o palco vira uma festa completa. É troca, é energia, é música acontecendo de verdade”, revelou Jairo.
O forró é a vida dos três, mas o samba também sempre esteve presente. O ritmo influenciou até mesmo a carreira dos forrozeiros. “Antes de cantar forró, eu tocava cavaquinho em bandas de pagode e axé. Também dançava nas barracas de Porto Seguro, onde ouvia muito os pagodes da Bahia, como Harmonia do Samba, É o Tchan, Nossa Juventude e muitos outros”, pontuou Nônô Curvêllo.
Mesmo essa sendo a primeira edição, o evento já tem tudo para continuar. Para quem curtir a mistura de samba com forró, pode se preparar que futuramente vai acontecer outras edições. “Claro que sim. O som não pode parar! Quando a agenda dos três tiverem uma folga onde possamos nos encontrar novamente a gente vai fazer esse forró com samba passeando Entre o Cavaco e a Sanfona”, garantiu Nônô.
