
Nos últimos 16 anos o Vitória viveu dias de altos - alto mesmo - e baixo - e bote baixo nisso. Finalista de Copa do Brasil, campanha histórica no Campeonato Brasileiro, título do Brasileirão Série B, mas também rebaixamento à Terceira Divisão, escândalos e discrepância para o maior rival, o Bahia. Desde 2010 sem título da Copa do Nordeste, o Rubro-Negro chega para a decisão deste sábado (6) com um peso que vai para além do troféu, mas de autoestima.
Caso o Vitória confirme a vantagem e saia campeão diante do Fortaleza, no Barradão, a partir das 16h, o clube baiano conquistará o 5º título da competição regional e empataria com o Tricolor de Aço. Além disso, também impediria que o 'Laion' alcançasse sua própria marca, já que o Tricolor Cearense tem três troféus.
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Disputa com o rival
O Vitória conquistou os quatros títulos do Nordestão nos anos de 1997, 1999, 2003 e 2010. Com reconhecimento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a competição começou em 1994, mas a torcida do Vitória questiona o valor do Torneio José Américo de Almeida Filho de 1976 com o mesmo peso da Lampions.
Contando ou não, o Vitória chegou a ter três títulos de oito, até 2003. Logo na sequência aparecia o Bahia. De 2004 a 2009 houve mais um hiato sem realização do campeonato, mas quando voltou, em 2010, o Leão reafirmou sua soberania e chegou ao tetra. No ranking de campeões, os mais próximos eram Sport e Bahia, ambos com duas conquistas.

Diante de tantos títulos e status de maior campeão, o torcedor rubro-negro foi ficando longe das taças. Em 2011 e 2012 não teve a realização, mais uma vez. Depois disso, de 2013 até o momento a competição acontece todo ano, mas para alegria do rival, que ultrapassou o Leão, ganhando três vezes: 2017, 2021 e 2025, e se tornando penta.
Outro clube que ganhou evidência foi o Fortaleza, adversário do Vitória nesta final. Depois de ter enfrentado sete anos seguidos na Série C, o Leão do Pici subiu e foi campeão da Série B em 2018, com Rogério Ceni. Ainda na boa fase, o clube levantou a 'Orelhuda' em 2019, pela primeira vez, e mais outra duas vezes, 2022 e 2024. Caso saia com o título neste sábado, o clube empataria com o Leão da Barra.
Retomada da soberania?
O mesmo torcedor que lotou o Barradão em 2010 para ver o Vitória sendo campeão nordestino, finalista de Copa do Brasil, emendar uma campanha histórica no Brasileirão terminando em 5º, em 2013, além de acompanhar as lendárias goleadas em cima do Bahia, como o 6x2, 7x3 e 5x1, também viu o clube sofrer a humilhante queda para Série C. em 2021.
Acompanhando a queda, o Leão foi mergulhado em um caos político. Os conselheiros destituiram Paulo Carneiro do cargo de presidente, o vice renunciou, até que a missão de reerguer o Vitória caiu no colo do atual comandante, Fábio Mota.
Em meio às críticas e os elogios, o Vitória conseguiu o acesso de maneira milagrosa para Série B, em 2022, e ainda foi campeão da competição no ano seguinte. Em 2024 chegou à Série A e ainda superou o favoritismo do Bahia, sagrando-se campeão do Baianão. Com times nem sempre tão confiáveis, o Rubro-Negro tem três anos na Primeira Divisão.
Cada vez mais longe do poder financeiro do Tricolor de Aço e ainda na dividida de protagonismo com outros clubes nordestinos, como Ceará, Sport e Fortaleza, conquistar a Copa do Nordeste é mostrar que o Leão da Barra ainda ruge e é soberano em seu poderio.
