
O empate em 1 a 1 com o Marrocos, na estreia da Copa do Mundo de 2026, escancarou um problema que já incomodava parte da torcida brasileira: a falta de protagonismo ofensivo da Seleção. Acostumado a revelar goleadores históricos como Pelé, Romário, Ronaldo, Rivaldo e tantos outros, o Brasil ainda busca uma referência no ataque desde a queda física e as recorrentes lesões de Neymar.
Autor do gol brasileiro contra os marroquinos, Vini Jr. aparece como a principal esperança para liderar essa nova geração. No entanto, os números ainda estão longe do que se espera de um jogador eleito o melhor do mundo. O camisa 7 soma apenas 10 gols em 50 partidas pela Seleção Brasileira, marca que costuma ser alvo de críticas por parte dos torcedores.
A situação não é exclusiva do astro do Real Madrid. Entre os nove atacantes convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, poucos apresentam números expressivos com a Amarelinha.
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Neymar, por exemplo, segue sendo a principal referência ofensiva do elenco. Mesmo retornando após um longo período afastado da Seleção, o camisa 10 é o maior artilheiro da história do Brasil, com 79 gols em 128 jogos.

Números discretos
Raphinha, que já viveu grande fase no Barcelona, também ainda não conseguiu repetir pela Seleção o desempenho que apresenta na Europa. O atacante soma 11 gols em 40 partidas pelo Brasil.

Gabriel Martinelli, frequentemente utilizado pelas pontas, acumula números discretos: são apenas 4 gols em 23 jogos pela Amarelinha.

Já Luiz Henrique, um dos nomes de confiança de Ancelotti marcou 2 gols em 16 partidas. No entanto, o jovem parece funcionar melhor como uma opção para o segundo tempo, do que um titular absoluto.

Outra aposta é Igor Thiago, que inclusive começou como titular diante do Marrocos. Apesar da temporada espetacular pelo Brentford da Inglaterra, ele pecou muito na estreia do Brasil e soma a 2 gols em 5 jogos.

O jovem Rayan, uma das surpresas da convocação, ainda engatinha no time principal e tem 1 gol em 2 partidas.

Quem também tenta ganhar espaço é Matheus Cunha. Apesar de viver excelente fase no Manchester United e chegar à Copa valorizado pelo desempenho nos clubes, o paraibano possui apenas 1 gol em 24 jogos pela Seleção Brasileira, um dos números mais modestos entre os atacantes convocados.

No caso de Vini Jr., o cenário é semelhante. Embora seja considerado o principal nome do ataque brasileiro atualmente, seus 10 gols em 50 partidas mostram que o rendimento pela Seleção ainda está distante daquele apresentado no Real Madrid.

Por fim, aparece Endrick, apontado há anos como o futuro camisa 9 da Amarelinha. O atacante do Lyon já soma 4 gols em 17 partidas pela Seleção principal, ostentando uma das melhores médias entre os convocados. Mesmo assim, o jovem não saiu do banco de reservas na estreia contra o Marrocos e ficou sem minutos na partida que terminou empatada em Nova Jersey.
Um dos principais motivos para o jovem não ter ganhado minutos na estreia foi a questão tática. Na avaliação de Carlo Ancelotti, Endrick ainda não apresenta o nível de disciplina e obediência tática que o treinador espera de um centroavante dentro de seu sistema de jogo, segundo informações do UOL.
Por outro lado, em uma Seleção Brasileira que, muitas vezes, demonstra falta de organização e criatividade no setor ofensivo, talvez esteja faltando justamente um jogador mais ‘anárquico’, que procure o jogo, assuma riscos e não tenha medo de tentar decidir por conta própria.

Com Haiti e Escócia ainda pela frente na fase de grupos, Ancelotti terá novas oportunidades para encontrar o equilíbrio ofensivo. A questão que fica é: quem será capaz de assumir o papel de protagonista que, por décadas, foi marca registrada da Seleção Brasileira?
