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Tá difícil! - 16/06/2026, 08:00 - Vinicius Portugal

Vini, Raphinha, Endrick e mais: Seleção busca protagonista para Copa

Brasil não consegue encontrar o cara do setor ofensivo

Vini Jr. e Raphinha são destaques no Real Madrid e Barcelona, respectivamente
Vini Jr. e Raphinha são destaques no Real Madrid e Barcelona, respectivamente |  Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O empate em 1 a 1 com o Marrocos, na estreia da Copa do Mundo de 2026, escancarou um problema que já incomodava parte da torcida brasileira: a falta de protagonismo ofensivo da Seleção. Acostumado a revelar goleadores históricos como Pelé, Romário, Ronaldo, Rivaldo e tantos outros, o Brasil ainda busca uma referência no ataque desde a queda física e as recorrentes lesões de Neymar.

Autor do gol brasileiro contra os marroquinos, Vini Jr. aparece como a principal esperança para liderar essa nova geração. No entanto, os números ainda estão longe do que se espera de um jogador eleito o melhor do mundo. O camisa 7 soma apenas 10 gols em 50 partidas pela Seleção Brasileira, marca que costuma ser alvo de críticas por parte dos torcedores.

A situação não é exclusiva do astro do Real Madrid. Entre os nove atacantes convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, poucos apresentam números expressivos com a Amarelinha.

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Neymar, por exemplo, segue sendo a principal referência ofensiva do elenco. Mesmo retornando após um longo período afastado da Seleção, o camisa 10 é o maior artilheiro da história do Brasil, com 79 gols em 128 jogos.

Neymar ainda não está apto para atuar
Neymar ainda não está apto para atuar | Foto: Mauro Pimentel/AFP

Números discretos

Raphinha, que já viveu grande fase no Barcelona, também ainda não conseguiu repetir pela Seleção o desempenho que apresenta na Europa. O atacante soma 11 gols em 40 partidas pelo Brasil.

Raphinha não vive grande momento pelo Brasil
Raphinha não vive grande momento pelo Brasil | Foto: Nelson Almeida/AFP

Gabriel Martinelli, frequentemente utilizado pelas pontas, acumula números discretos: são apenas 4 gols em 23 jogos pela Amarelinha.

Martinelli nunca se destacou pelos gols
Martinelli nunca se destacou pelos gols | Foto: Yuichi Yamazaki / AFP

Já Luiz Henrique, um dos nomes de confiança de Ancelotti marcou 2 gols em 16 partidas. No entanto, o jovem parece funcionar melhor como uma opção para o segundo tempo, do que um titular absoluto.

Luiz Henrique parece ser o famoso jogador de segundo tempo
Luiz Henrique parece ser o famoso jogador de segundo tempo | Foto: Timothy A. Clary/AFP

Outra aposta é Igor Thiago, que inclusive começou como titular diante do Marrocos. Apesar da temporada espetacular pelo Brentford da Inglaterra, ele pecou muito na estreia do Brasil e soma a 2 gols em 5 jogos.

Igor Thiago foi titular contra o Marrocos
Igor Thiago foi titular contra o Marrocos | Foto: Charly Triballeau/AFP

O jovem Rayan, uma das surpresas da convocação, ainda engatinha no time principal e tem 1 gol em 2 partidas.

Rayan foi uma das surpresas da convocação
Rayan foi uma das surpresas da convocação | Foto: Juan Barreto/AFP

Quem também tenta ganhar espaço é Matheus Cunha. Apesar de viver excelente fase no Manchester United e chegar à Copa valorizado pelo desempenho nos clubes, o paraibano possui apenas 1 gol em 24 jogos pela Seleção Brasileira, um dos números mais modestos entre os atacantes convocados.

Matheus Cunha só marcou uma vez pela Seleção Brasileira
Matheus Cunha só marcou uma vez pela Seleção Brasileira | Foto: Evaristo Sá/AFP

No caso de Vini Jr., o cenário é semelhante. Embora seja considerado o principal nome do ataque brasileiro atualmente, seus 10 gols em 50 partidas mostram que o rendimento pela Seleção ainda está distante daquele apresentado no Real Madrid.

Vini Jr. foi o autor do gol contra o Marrocos
Vini Jr. foi o autor do gol contra o Marrocos | Foto: Jewel Samad/AFP

Por fim, aparece Endrick, apontado há anos como o futuro camisa 9 da Amarelinha. O atacante do Lyon já soma 4 gols em 17 partidas pela Seleção principal, ostentando uma das melhores médias entre os convocados. Mesmo assim, o jovem não saiu do banco de reservas na estreia contra o Marrocos e ficou sem minutos na partida que terminou empatada em Nova Jersey.

Um dos principais motivos para o jovem não ter ganhado minutos na estreia foi a questão tática. Na avaliação de Carlo Ancelotti, Endrick ainda não apresenta o nível de disciplina e obediência tática que o treinador espera de um centroavante dentro de seu sistema de jogo, segundo informações do UOL.

Por outro lado, em uma Seleção Brasileira que, muitas vezes, demonstra falta de organização e criatividade no setor ofensivo, talvez esteja faltando justamente um jogador mais ‘anárquico’, que procure o jogo, assuma riscos e não tenha medo de tentar decidir por conta própria.

Endrick é a maior esperança de melhora ofensiva do Brasil
Endrick é a maior esperança de melhora ofensiva do Brasil | Foto: Julio Aguilar/AFP

Com Haiti e Escócia ainda pela frente na fase de grupos, Ancelotti terá novas oportunidades para encontrar o equilíbrio ofensivo. A questão que fica é: quem será capaz de assumir o papel de protagonista que, por décadas, foi marca registrada da Seleção Brasileira?

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