28º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Esporte

Que história! - 04/04/2023, 13:01 - Wiliam Falcão*

Unidos pelo esporte: Felizes pra sempre na vela e no amor

Casal de baianos dá show na vela, conquista medalha no Chile e agora mira Olimpíadas

Dupla conquistou a a medalha de prata  no Campeonato do Hemisfério Ocidental e Ásia (WH&A)
Dupla conquistou a a medalha de prata no Campeonato do Hemisfério Ocidental e Ásia (WH&A) |  Foto: Gabriel Heusi / Divulgação

Parceiros na vida e no esporte, a dupla baiana Juliana Duque e Rafael Martins é um verdadeiro caso de sucesso na vela brasileira. Juntos, os dois já colecionaram diversas conquistas sob as águas, como o bicampeonato brasileiro de Snipe. Recentemente, eles foram representar o Brasil no Campeonato do Hemisfério Ocidental e Ásia (WH&A), realizado em Algarrobo, no Chile, e faturaram a medalha de prata.

Em entrevista exclusiva ao MASSA!, Rafael vibrou com o resultado nesta última competição internacional. No entanto, ele revelou o sentimento de frustração por ter perdido por uma diferença tão pouca.

“O resultado foi bom. Eu considero muito bom, pois a gente foi vice-campeão numa classe que tem um nível altíssimo. Deveria ter 10 ou 15 barcos com chances de ser campeão do campeonato. Foram condições difíceis, muito pouco vento, então fica muito aberto. A gente ficou só a um ponto do primeiro lugar, nesse momento a gente fica com o gostinho amargo porque a gente durante o campeonato acaba que perde alguns pontos bestas, mas para você ser campeão tem que estar perto, sempre brigando pelo título e a gente brigou até a última regata”, lembrou o velejador.

Apesar de não ter subido no lugar mais alto do pódio, ele explicou que o grande objetivo da dupla na competição foi alcançado, mesmo com todo perrengue para chegar até o local da disputa. “A gente conseguiu a vaga para o país [Brasil] para os Jogos Pan-Americanos que foi a nossa meta de ir para o Chile, fazer esse investimento alto. Foi uma viagem cara, cansativa, mas alguém precisava garantir a vaga do Brasil nos Jogos Pan-Americanos e a gente foi lá e fez isso com maestria”, destacou.

Já para Juliana, mesmo com os títulos e as medalhas conquistadas pelo casal, o reconhecimento e a valorização da modalidade no Brasil ainda está bem distante do necessário. “Não é um esporte tão reconhecido quanto o futebol por exemplo. Então a gente tem que ralar muito, não aparece tanto, tem menos retorno”, lamentou a velejadora.

Mesmo com as adversidades, Rafael garante que os sonhos não param por aí. Os dois já estão se preparando para disputar uma competição na Espanha e, quem sabe, garantir vaga nos Jogos Olímpicos de Paris, no próximo ano. “Nosso campeonato alvo é daqui a um ano, em Palma de Mallorca, no final de fevereiro e início de março, que vai ser a seletiva para as Olimpíadas. Então nós estamos passando essa temporada de 40 a 45 dias aqui na Europa para fazer bastante treinamento”, projetou.

Jogos Olímpicos de Paris é o objetivo

Com grandes conquistas na trajetória da vela, Juliana almeja vitórias ainda maiores. Ela afirma que conquistar a vaga inédita para as Olimpíadas de Paris é a cereja que falta no bolo da dupla. “A gente sempre vai sonhando cada vez mais alto né. Meu sonho era ser campeã mundial, eu consegui no Snipe feminino. Depois era ir para o Pan-Americano, a gente classificou e ganhou medalha. Hoje meu sonho é novamente se classificar para o Pan-Americano e conseguir uma medalha de outro para o Brasil e classificar para as Olímpiadas”, projetou.

Rafael também deixa claro que disputar os Jogos Olímpicos em Paris é o que ele sempre sonhou para a carreira profissional. “Tirando o futebol, porque eu acho que a Copa do Mundo é mais importante que as Olimpíadas, mas tirando o futebol eu acho que o sonho de qualquer atleta é participar de uma Olimpíadas e, se puder, medalhar”, afirmou o velejador.

Imagem ilustrativa da imagem Unidos pelo esporte: Felizes pra sempre na vela e no amor
Foto: Gabriel Heusi / Divulgação

Parceria dentro e fora da água

O casal divide o mesmo barco desde 2016. Juliana recorda como surgiu os primeiros contatos entre eles até que se casassem. “A gente conheceu no meio da vela. Incialmente éramos de classe de barcos diferentes, então não tinha muito contato. Em seguida eu passei para a classe dele, a Snipe, a mesma que a gente foi bronze no Pan-Americano. Foi aí que a gente se conheceu melhor, se apaixonou e depois se casou”, lembrou.

Além do amor que um tem pelo outro, um sonho em comum fez com que eles desfizessem as antigas duplas para caminhar juntos, também, na vela. “Depois que a gente começou a namorar, a convivência era grande e os nossos objetivos passaram a ser os mesmos. Que era viver da vela, ser um atleta de alto rendimento. Então a gente pensou por que não se juntar, já que a gente tem o mesmo objetivo?”, explicou Juliana.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana

exclamção leia também