
A eventual volta da torcida mista no clássico Ba-Vi da final do Campeonato Baiano, no próximo sábado (7), às 17h, na Arena Fonte Nova, só será considerada, de acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), se órgãos de segurança comprovarem mecanismos e protocolos eficazes para prevenir e reduzir riscos de violência.
O posicionamento destaca que a avaliação técnica envolve diferentes instituições, entre elas o Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), e que atualmente não há recomendação favorável à mudança do modelo de torcida única.
No entanto, o MP-BA afirma que continuará acompanhando o tema, em diálogo com autoridades competentes, sempre orientado pela preservação da segurança coletiva.
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Também procurada pelo MASSA!, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) ressaltou que o assunto diz respeito aos órgãos de segurança pública, especialmente a Polícia Militar (PM) e o Ministério Público. Até o fechamento desta matéria, a PM e o Bahia não se manifestaram sobre o caso. Ambos foram contatados e o espaço segue aberto.
Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia ressaltou que " as Forças Policiais e de Bombeiros possuem expertise para atuação em grandes eventos esportivos. Destaca que o trabalho é promovido por unidades ordinárias e especializadas, contando com o suporte da tecnologia. Lembra ainda que a Segurança Pública da Bahia foi destaque nas Copas do Mundo e das Confederações, além das Olimpíadas".
Histórico da torcida mista no clássico Ba-Vi
A presença de torcedores das duas equipes juntas em um clássico não ocorre de forma regular há 8 anos. A última vez foi em 18 de fevereiro de 2018, no que ficou conhecido popularmente como Ba-Vi da paz.
Esse jogo marcou uma tentativa de retorno da torcida mista após uma série de confrontos violentos entre torcedores, no início de 2017, mas acabou sendo cenário de confusões dentro e fora de campo, o que reforçou a cautela das autoridades.
Quando o MP-BA proibiu a torcida mista?
A medida de torcida única foi adotada inicialmente após um episódio grave de violência no clássico de 9 de abril de 2017, quando torcedores se envolveram em confrontos antes e depois da partida na Arena Fonte Nova, resultando em um morto e um ferido no entorno do estádio.
A partir dessa recomendação do MP-BA, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passou a determinar que os clássicos fossem disputados apenas com a torcida do time mandante. Após uma breve retomada em 2018, novas brigas levaram o MP-BA a reforçar e manter a exigência de torcida única até os dias de hoje.
Por qual motivo o assunto voltou à mesa?
A final do Campeonato Baiano será novamente entre Bahia e Vitória, mas o formato mudou: neste ano, a decisão será em jogo único, com mando do time de melhor campanha - que no caso, foi o Tricolor de Aço.
Após a classificação rubro-negra sobre o Jacuipense, o presidente do Leão, Fábio Mota, afirmou que vai solicitar aos órgãos de segurança e ao Ministério Público a liberação de torcida mista na Arena Fonte Nova.
Segundo ele, como haverá apenas um Ba-Vi na final, seria injusto manter torcida única. O novo regulamento, portanto, recolocou o tema da divisão das arquibancadas em pauta.
