
O presidente do Vitória, Fábio Mota, comentou sobre a confusão em que se envolveu na manhã deste domingo (7), na orla de Salvador, com torcedores do Bahia. O dirigente foi cercado por torcedores rivais enquanto realizava uma caminhada na orla, vestindo uma camisa comemorativa do título da Copa do Nordeste que o Leão garantiu no sábado (6). Em entrevista ao canal Canto Rubro-Negro, no YouTube, o dirigente rechaçou as acusações de que teria provocado a torcida adversária.
O mandatário rubro-negro enfatizou que a atividade faz parte de sua rotina há décadas e que não tinha conhecimento de que haveria um evento ou concentração de torcedores do Bahia no mesmo circuito. Acontece que estava rolando a Corrida da Bamor, torcida organizada do Bahia.
"Morei na Pituba minha vida inteira, e desde os meus 14 anos ando na orla da cidade. Todos os domingos e sábados ando com Ralf e Jailson; se eu soubesse disso, eu não ia com Ralf e Jailson, ia com dois seguranças. Meu cotidiano é andar na orla de Salvador, não vou me privar em função de nada. Eu não sabia, não tinha noção do que estava acontecendo", explicou o dirigente.
Mota diz que torcedores estavam esperando por ele
Fábio Mota justificou que, por motivos óbvios, não acompanha os canais de comunicação de organizadas ou do clube rival para saber a agenda de eventos deles. Ele relatou que percebeu uma movimentação logo no início do percurso, mas seguiu o trajeto normalmente até a altura do antigo Aeroclube. O problema maior aconteceu no momento do retorno.
"Eu fui campeão ontem, não vou perder tempo procurando saber onde tá tendo corrida de fulano ou ciclano. Eu tô todo domingo na orla, fui normalmente, parei o carro no mesmo lugar, passamos normal. Vi um movimento do lado direito, não sabia o que era. Fui até o Aeroclube e na volta, acho que viram que passei, e estavam me esperando ali, uns 50 ou 60. Passei normal, acenei, não sou de provocar", detalhou.

Alvo de críticas por circular em local público com vestimentas do Vitória logo após a conquista do título, Mota defendeu seu direito de ir e vir e de celebrar a conquista do clube de forma pacífica nas ruas da cidade.
"Eu tava com a camisa que eu tenho direito de estar, camisa do hexa, ganhamos no campo. Se eu vou comemorar... eu tenho que me trancar, comprar uma cerveja e comemorar em casa? Eu tô impedido de sair na rua para comemorar meu título, porque eu tenho que saber quem é que tá na rua pra saber se eu posso sair ou não? Imagine que loucura? E o errado ainda sou eu", esbravejou o presidente.
Apesar do susto e do "cerco" que acabou se formando pelas circunstâncias, a turma do "deixa disso" logo atuou e o dirigente e seus acompanhantes conseguiram deixar o local sem maiores problemas.
