24º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Esporte

É a Bahia! - 03/08/2026, 18:46

Sulamericano de Feira: jogador baiano brilha no futebol da Ásia

Centroavante está no Shan United, time da primeira divisão do Mianmar

Antes do Mianmar, Edson atuou em diversos clubes brasileiros
Antes do Mianmar, Edson atuou em diversos clubes brasileiros |  Foto: Arquivo Pessoal

“Que eu sou sulamericano de Feira de Santana”. O trecho da famosa música ‘Sulamericano’, da banda BaianaSystem, é perfeito para contar a história de Edson dos Santos Costa Júnior, filho da Princesinha do Sertão, mais precisamente do distrito de Humildes, que saiu da Bahia para mostrar que o céu é o limite no futebol. Hoje, aos 27 anos, depois de idas e vindas, o centroavante está no Shan United, time da primeira divisão do Mianmar, país do sudeste asiático com 55 milhões de habitantes, após ter uma passagem pela Tailândia e por alguns clubes no Brasil.

“Eu morava em um bairro não favorecido, sou ‘cria de favela’. A minha família sempre teve cuidado comigo e com meu irmão, não deixava sair e a escolinha mais próxima era 20 minutos, então comecei jogando bola na rua. Um rapaz da comunidade me falou para ir treinar na Arena, um projeto dos professores Genivaldo Silva e Ico, que são verdadeiros pais para as crianças que iniciam”, detalhou o atleta feirense sobre o seu início com a bola em entrevista ao MASSA!.

Leia Também:

Depois dos primeiros passos, Edson chegou a ser rejeitado na segunda etapa de um teste para a divisão de base do Bahia, mas pouco depois foi conseguindo seu espaço. Ele disputou o Baiano sub-20 pelo Fluminense de Feira, e jogou o Paulista da categoria e a Copinha pelo Votuporanguense, antes de chegar no Jacuipense. No Jacupa, ainda sem contrato profissional, se destacou e foi parar no Vitória por empréstimo, onde viveu grandes histórias, mas acabou rescindido contrato em meio à pandemia.

Antes de chegar ao Mianmar, Edson ainda atuou no Brasil por Santa Cruz, Doce Mel, Confiança, Moto Club, SSA FC e Petrolina, além de três clubes da Tailândia, Nakhonsi United, Saraburi United e Moangtrang United, e mesmo natural de um distrito de pouco mais de 30 mil habitantes, garante que não sofreu com a adaptação a um país tão diferente do seu.

Jogador é cria do distrito de Humildes
Jogador é cria do distrito de Humildes | Foto: Arquivo Pessoal

“Em relação a adaptação, eu acho que as pessoas não se lançam para conhecer, não se desbloqueiam dos gostos, experimentar o novo. Eu estava longe da minha família, a parte mais difícil era essa, mas conhecer e criar relações com as pessoas foi tranquilo. Me propus a aprender o futebol, a língua local, me lancei de verdade, para não ficar isolado. Aqui na Ásia, o mais difícil da adaptação é a comida. Eles comem muita pimenta, a gente na Bahia acha que come pimenta, mas comparado a eles não”, descreveu o rodado jogador.

Futebol baiano está na veia

Mesmo com a maioria dos familiares torcendo para o Bahia, o atacante acabou desenvolvendo um amor pelo Vitória, clube onde atuou. “Eu sou Vitória. Eu aprendi a amar o Vitória porque eu vi de dentro, não só a galera que trabalha no futebol. Hoje quando eu vou no Barradão, as minhas maiores amizades são uma senhora que trabalha na lavanderia e o funcionário do portão”, contou Júnior. Além da torcida na arquibancada, o baiano também tem a vontade de voltar a atuar pelo Leão. “Não digo que é um sonho, mas eu tenho um desejo de voltar a jogar no Vitória, ter uma oportunidade no profissional. Estou em um dos melhores momentos da minha carreira, no auge físico e técnico. Quero voltar a jogar uma Série A no Brasil”, projetou o engajado atleta.

Edson afirma que vive um dos melhores momentos da sua carreira
Edson afirma que vive um dos melhores momentos da sua carreira | Foto: Arquivo Pessoal

Lesão foi grande obstáculo

Em uma carreira recheada de clubes, cidades e países, é normal ter obstáculos, se tornando uma verdadeira luta superá-los diariamente. Mas para Edson, tem um momento que ele define como o mais desafiador. “O meu maior desafio foi com a lesão no Petrolina, em 2024. Fiz a pré-temporada inteira, mas no último amistoso eu quebrei a perna, foi muito frustrante para minha carreira, seis meses parados. O médico que me operou não me tratou como atleta, o que foi muito prejudicial. Tive que aprender a fazer tudo de novo, perdi força, foi uma luta para voltar a me condicionar. Até sair o primeiro, segundo e terceiro gol foi bastante difícil, mas depois eu consegui virar essa chave e ficar 100%”, detalhou o atacante ao MASSA!.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana

exclamção leia também