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A bola vai rolar - 10/05/2023, 06:00 - Lincoln Oriaj e Pevê Araújo

Série B do Baianão 2023 será a mais tradicional de todos os tempos

Com duas vagas na elite em 2024, divisão de acesso começa neste fim de semana

A Série B do Campeonato Baiano terá início neste fim de semana. A competição está recheada de tradição, histórias, e até polêmicas. São dez equipes, da capital e do interior, na disputa por duas vagas na elite do futebol do estado em 2024, além do importante título para acrescentar na sala de troféus.

Colo-Colo, Fluminense de Feira, Galícia, Grapiúna, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Leônico, UNIRB e Vitória da Conquista se enfrentam na primeira fase em apenas um turno. Ou seja, são nove jogos para definir os quatro semifinalistas. Na semifinal, os jogos de ida e volta definem os dois classificados para a decisão. As duas melhores equipes também garantem o acesso para a Série A do Campeonato Baiano.

Em entrevista ao Grupo A TARDE, o presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ricardo Lima, revelou que está com uma boa expectativa para a disputa da Série B do campeonato estadual desta temporada. Ele destacou também que existe a possibilidade da disputa de uma Série C em 2024, para clubes que tiverem condições de jogar o Baianão e não estiverem nas duas principais divisões.

“A Série B do Baianão se tornou uma grande competição, ainda mais importante e disputada depois que passou a dar duas vagas na Série A. Temos hoje clubes importantes e tradicionais na disputa e os que chegaram estão cada vez mais preparados. A expectativa é termos uma competição equilibrada e emocionante. O Baianão se valorizou muito e isso fez crescer a procura de clubes que estavam há muito tempo sem jogar e clubes que estão buscando filiação à FBF", pontuou o presidente da entidade máxima do futebol do estado.

Ricardo Lima, presidente da FBF, espera uma competição bastante disputada
Ricardo Lima, presidente da FBF, espera uma competição bastante disputada | Foto: Lucas Ribeiro/CBF

Valorizando a importância do público para a Série B do Campeonato Baiano, a diretora de competições, Taise Galvão, enalteceu o torneio e pediu a presença das famílias nas partidas, sonhando em registrar um recorde de público em 2023.

"Esperamos que o público se faça presente nos estádios, animando, vibrando e embalando seu time de forma pacífica, respeitando o adversário e trazendo essa energia positiva que abrilhanta ainda mais a competição. O torcedor é a razão do espetáculo futebolístico. Após a pandemia, ficou ainda mais evidente o amor do torcedor. Que possamos ter a presença de público, especialmente a presença das famílias, e que possamos ter recorde de público para acompanhar essa competição que será muito disputada", diz Galvão.

Pituaçu pode ser utilizado pelas equipes na Segundona estadual
Pituaçu pode ser utilizado pelas equipes na Segundona estadual | Foto: Felipe Oliveir / EC Bahia

Pituaçu é alternativa viável para os clubes da Bahia

Para esta edição da Série B do Baianão, além dos clubes tradicionais, a confirmação de praças esportivas conhecidas do público também é um assunto de destaque. Estádios como Antônio Carneiro, Adauto Moraes, Lomanto Júnior, Joia da Princesa e Pituaçu serão utilizados como palcos de partidas válidas pela competição.

O Grupo A TARDE procurou a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) para avaliar a importância do Estádio Roberto Santos (Pituaçu) nas competições do estado. O equipamento receberá jogos de tradicionais equipes de Salvador, como Leônico e Galícia.

"O Estádio de Pituaçu é imprescindível para equipes dos campeonatos Brasileiro e Baiano das Séries B, C e D. Seria muito oneroso para elas assumirem custos em outros equipamentos esportivos", relatou Vicente Neto, diretor-geral da Sudesb.

Neto detalhou também três grandes investimentos feitos pela superintendência para manter o equipamento em funcionamento: a contratação de uma empresa especializada em manutenção de grandes estruturas, manutenção com periodicidade definida e a retirada da estrutura do placar.

Participação do Grapiúna, mudança do Feirense e Série C

No final do Campeonato Baiano da Série B de 2022, Grapiúna e Feirense, agora com o nome de Atlético Universitário, ficaram nas últimas colocações. De acordo com o regulamento da competição, as duas equipes estariam rebaixadas para a Série C de 2023, o que não aconteceu. Para a realização de uma terceira divisão estadual, pelo menos quatro equipes teriam que se inscrever no torneio.

"A questão da Série C é porque nós não obtivemos o número mínimo de equipes para participar. Como também as oito equipes que permaneceram na Série B, nem todas elas conseguiram participar do campeonato deste ano, o próprio regulamento autoriza que a FBF permita a participação de outras equipes. Por isso que algumas, que teriam sido rebaixadas, acabaram podendo disputar mais uma vez a Série B", explica o vice-presidente da FBF, Manfredo Lessa.

O presidente do Grapiúna, Álvaro Castro, projetou a participação da equipe na Série B do Campeonato Baiano deste ano. Ele revelou o que foi feito para que o resultado fosse diferente do conquistado na temporada anterior.

"O Grapiúna chega com a mesma dificuldade de outras equipes. Através de algumas parcerias, alguns amigos, estamos montando uma estrutura modesta. Com a determinação da nossa diretoria, comissão técnica e atletas, vamos conseguir nossos objetivos", projeta.

Sobre a possível polêmica em relação a nova participação do Grapiúna na Série B, Castro destacou que o clube tem direito a uma vaga na competição estadual. "O Grapiúna estaria rebaixado para a Série C caso houvesse os 10 participantes do ano passado, mais os dois que caíram da Série A. Como não aconteceu, abriu vaga para que o Grapiúna continuasse na Série B", explica.

O Grupo A TARDE também conversou com um membro da diretoria do Atlético Universitário. Ele falou sobre a futura participação da equipe no futebol profissional da Bahia e descartou a possibilidade de disputar uma eventual terceira divisão na próxima temporada.

“Essa competição nunca existiu. E se for disputar a terceira, quem vai disputar? Tem tantos times que são de tradição, como Ypiranga, e outros times de tradição na Bahia. Vai fazer o quê com esses times? Vai ter um limite para a segunda, esse ano só teve 10. Então, não acredito, não se considera rebaixamento e nem disputar a Série C", diz Osvaldo Ferreira.

Nesta edição da Série B do Campeonato Baiano, clubes importantes no cenário estadual vão ficar de fora. O Flamengo de Guanambi, que deixou o torneio na primeira fase, não estará na competição, assim como o Canaã, que anunciou na semana passada que realizou transferência de estado e se filiou à Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF).

Botafogo-BA e Ypiranga são outros clubes tradicionais que ficarão de fora, assim como Camaçari e Camaçariense. Jacobinense e Doce Mel, que disputaram a Série A neste ano e foram rebaixados, devem disputar a segunda divisão estadual em 2024.

Série B do Campeonato Baiano de 2023

Colo-Colo de Futebol e Regatas

A equipe de Ilhéus, fundada em 1948, sagrou-se campeã do Campeonato Baiano em 2006, na final diante do Vitória. Para a temporada 2023, o Tigre ressurge no futebol profissional sob a batuta da empresa RLopes Sports Manager, que faz a gestão do clube atualmente.

O Colo-Colo montou uma nova estrutura de futebol do zero, e em tempo recorde, mas o CEO, Javier Rubin, garante que o time que vai disputar a Série B é competitivo e vai dar alegrias ao torcedor.

“Como o Colo-Colo estava sem atividade, foi e está sendo muito trabalhoso montar essa estrutura ao mesmo tempo em que é muito satisfatório, devido às conquistas diárias que estamos tendo nesse sentido. E podem esperar mais, com planejamento e metas bem definidas, queremos ir longe e colocar o Colo Colo no lugar onde sempre deveria estar”, explicou Javier Rubin ao Grupo A TARDE.

Para a competição estadual, a equipe vai mandar seus jogos no tradicional Mário Pessoa, em Ilhéus, e terá o comando do técnico Paulo Henrique.

Fluminense de Feira Futebol Clube

Primeiro bicampeão do interior, o Flu de Feira é um dos clubes mais tradicionais do estado. No entanto, desde 2021, quando foi rebaixado, o clube não consegue bons resultados dentro de campo. Na Série B da última temporada, brigou na parte baixa da tabela.

Para que esse ano seja diferente e o time consiga retornar à elite, o presidente Zé Chico decidiu investir em contratações de peso. Ao todo, foram contratados 26 atletas, além de uma nova comissão técnica, liderada pelo treinador Givanildo Sales. Nomes como Nildo Petrolina, Clebson, Waguinho, Wendel, Emerson e o camaronês Arnold vão defender o tricolor.

“O perfil é de jogadores comprometidos com nosso projeto de subir para a Série A. Trouxemos jogadores da Juazeirense, Itabuna, Lagarto-SE, e que estavam nos campeonatos alagoano e pernambucano”, disse o presidente do Touro do Sertão.

Galícia Esporte Clube

Cinco vezes campeão baiano, o Galícia é um clube quase centenário que passou por uma reforma administrativa e estrutural nos últimos anos. O centro de treinamento da equipe, em Salvador, se transformou num equipamento multiuso com uma estrutura completa para o treinamento dos atletas.

Apesar de contar com a Arena Parque Santiago, que possui um campo sintético com medidas oficiais, a equipe vai utilizar o estádio de Pituaçu. Diante deste cenário, o Galícia pretende fazer uma campanha melhor que a do ano passado, quando foi eliminado na primeira fase, terminando na sétima colocação entre doze equipes.

A equipe será comandada pelo técnico Carlos Rabello.

Grapiúna Atlético Clube

O Grapiúna é uma das equipes que está em busca de tradição no Campeonato Baiano. Ao longo da história, a equipe participou da competição estadual em nove oportunidades, sendo oito pela Série B e uma pela elite.

Nas edições de 1996 e 2001, o clube ficou na segunda colocação da Série B, tendo disputado a Série A do Baianão apenas em 1997. Na ocasião, o clube terminou o torneio em 11º lugar, sendo rebaixado.

O presidente do Grapiúna, Álvaro Castro, conta que, para esta competição, a equipe foi formada com atletas da região e com jogadores das categorias de base. "Vamos conseguir nossos objetivos, que é, estar entre os finalistas e conseguir o acesso à primeira divisão", afirma o mandatário.

Jacobina Esporte Clube

Rebaixado para a Série B em 2020, o Jacobina segue na busca pelo retorno à elite, mas sem sucesso. Na última temporada, a equipe ficou na quinta posição e não conseguiu a classificação para a semifinal. Além disso, viu o novato Jacobinense, rival da cidade, ser vice-campeão e garantir o acesso no ano de fundação.

Para a temporada 2023, o Jegue da Chapada anunciou o reforço do atacante Rodriguinho, de 40 anos. O experiente jogador, que foi campeão brasileiro em 2010 com o Fluminense, é a principal contratação do Jacobina para a disputa da Série B.

O Jacobina chega para a Série B do Campeonato Baiano com o técnico Augusto Fassina.

Associação Desportiva Jequié

Time com a melhor campanha da primeira fase na Série B de 2022, o Jequié bateu na trave na busca pelo acesso no ano passado. O clube terminou eliminado na semifinal para o Itabuna e viu o sonho de retornar à elite ser adiado.

Desde 2019 longe da primeira divisão, o Jequié terá um dos responsáveis pela belíssima campanha do Itabuna na elite do estadual como coordenador técnico, o ex-jogador Gil Baiano. Além disso, conta com nomes experientes como os goleiros Léo Paredão e Lupitinha, o meia João Grillo e o atacante Miller, bicampeão baiano com o Atlético de Alagoinhas. A equipe será comandada pelo jovem treinador Alyson Dantas.

Juazeiro Social Clube

Vice-campeão da elite em 2001 e semifinalista da segunda divisão na temporada passada, o Juazeiro foi outra equipe que viu o acesso de perto na última edição, mas deixou escapar. A decisão da vaga na Série A, contra o Jacobinense, foi em disputa de pênaltis e terminou com o Juazeiro eliminado.

A equipe presidida por Ney Alves, irmão do ex-lateral Daniel Alves, aposta no jovem treinador William Lima para a conquista do acesso em 2023, e tem no atacante Nixon, ex-Flamengo, a sua esperança de gols.

“É um grupo em formação, mas é um grupo qualificado. Temos atletas que estavam disputando outras competições, então fisicamente não estão muito abaixo. Trouxemos algumas peças, chegaram alguns atletas essa semana, mas, vamos em busca de mais duas ou três peças para fechar o grupo”, afirmou o técnico William Lima.

Associação Desportiva Leônico

Campeão baiano em 1966, o Leônico é um clube da capital do estado que está longe dos gramados na categoria profissional desde 2014. Apesar disso, a equipe não ficou inativa e tem focado seus esforços na manutenção das divisões de base, onde disputa com frequência competições nas categorias sub-15, sub-17 e sub-20.

Foi esse trabalho de base que permitiu que a equipe retornasse com o futebol profissional. O elenco que vai entrar em campo com a camisa do Leônico na Série B desta temporada é praticamente sub-23, com alguns atletas pontuais acima dessa faixa etária. A equipe vai mandar seus jogos no estádio de Pituaçu, em Salvador.

“O Leônico é uma marca que precisa ser polida e recolocada no mercado", enfatizou Sinoval Caldas, mais conhecido com Lula, gestor do clube.

UNIRB Futebol Clube

Fundado em 2018 e com sede na cidade de Alagoinhas, o UNIRB completa cinco anos em 2023 e aposta numa proposta diferente de ver o futebol para retornar à elite no ano seguinte ao rebaixamento.

Vinculado a uma rede de ensino superior de mesmo nome, o projeto consiste em integrar a educação na busca por profissionais capacitados dentro e fora de campo. A montagem do elenco foi baseada em perfis definidos de forma prévia, mas reforços pontuais podem chegar no decorrer da competição.

O presidente Carlos Joel está confiante na briga pelo acesso do UNIRB, e acredita que a tradição dos times mais antigos não entra em campo. “O fato de serem equipes com mais tempo no mundo do futebol não modifica as condições de disputa em campo, até porque os profissionais que estão atuando nas equipes com mais tempo, são os mesmos que integram as equipes mais jovens”, contou o presidente ao Grupo A TARDE.

A equipe será comandada pelo técnico Pedro Manta na competição estadual.

Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista

Apesar de ser um clube prestes a completar 20 anos de fundação, o Vitória da Conquista teve uma ascensão meteórica e logo se estabeleceu na elite, chegando a ser vice-campeão em 2015, quando perdeu a final para o Bahia. Apesar disso, terminou rebaixado na última temporada e volta a disputar a Série B após 17 anos.

Com dificuldades financeiras, o presidente Ederlane Amorim não acredita que o time figura entre os favoritos ao acesso, mas entende que o time é competitivo e vai brigar até o fim para retornar à elite do futebol baiano. Nesta temporada, o clube terá o experiente técnico Elias Borges no comando da equipe.

“Não temos o aporte da TV do Campeonato Baiano, como acontece na primeira divisão. Então, priorizamos fazer um time com jogadores locais, da cidade, do estado e com muita dificuldade, também tentamos trazer jogadores de outros estados. O torcedor deve esperar um time competitivo, um time guerreiro, que vai ter na sua essência a competitividade, a luta pela bola”, afirmou Ederlane Amorim.

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