
A noite desta terça-feira (17) tinha tudo para ser contada a partir de mais uma atuação mágica de Vini Jr., que marcou gol e se tornou o segundo brasileiro com mais gols na Liga dos Campeões, atrás apenas de Neymar. No entanto, as manchetes foram tomadas por uma situação triste, já que o ponta do Real Madrid teria sido vítima de racismo mais uma vez.
O crime teria acontecido aos 7 minutos do segundo tempo, logo após Vini abrir o placar para o Real Madrid. Segundo o brasileiro e companheiros que testemunharam a situação, o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, teria chamado o atacante de “mono” (macaco, em espanhol) durante uma troca de provocações.
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No X, Prestianni se defendeu, alegando que Vini Jr. ouviu errado o que ele quis dizer. “Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao Vinicius Júnior, que lamentavelmente interpretou mal o que crê ter escutado”.
Quem é o suspeito?
Nascido em Ciudadela, na Argentina, Prestianni tem 20 anos e foi revelado pelo Vélez Sarsfield, em 2023. Ponta habilidoso, precisou de pouco tempo para se destacar e foi comprado, um ano depois, pelo Benfica por cerca de 9 a 11 milhões de euros.
Em suas duas primeiras temporadas pelo Benfica, pouco atuou, figurando inclusive na equipe B do clube português. A virada de chave foi na atual temporada, na qual já participou de 30 jogos, marcando dois gols e distribuindo uma assistência.
Raiva contra brasileiros não é de hoje
Enquanto defendia a Seleção Argentina sub-17, Prestianni se envolveu em uma confusão durante uma partida contra o Brasil. Os brasileiros acabaram levando a melhor no jogo, e o jogador, irritado com uma comemoração, tentou agredir um adversário, dando início a uma confusão generalizada.
