
O STEM Racing (antigamente conhecido como F1 in Schools) é um programa e competição educacional internacional criado sob a chancela da Fórmula 1 para estudantes de 9 a 19 anos. Disputado por equipes escolares, a Bahia se destaca em meio ao cenário com a Scuderia Pégasus, do SESI Bahia, que terminou em 2º lugar no Mundial, realizado em Singapura, no mês de agosto.
“A sensação de ganhar o 2° lugar do mata-mata foi muito gratificante e importante, pois trouxemos um feito inédito para o Brasil. Fomos a primeira equipe brasileira a chegar à final do mata-mata, e representar a equipe na pista do Mundial foi um sonho realizado. É um sentimento único de extrema gratidão”, detalhou Laura Perrone, uma das integrantes da Scuderia.
No STEM Racing são construídos mini carros de automobilismo que correm em uma pista de 32 metros movidos por gás carbônico. As equipes são divididas em quatro grupos, sendo eles: empreendimento, gestão, relações humanas e a engenharia, que produz os veículos com base em conhecimentos de robótica.
“O processo de construção do carro é feito por etapas, e muitas demandam um tempo maior e cuidado extremo para que tudo saia de acordo com as especificações que projetamos. O carro passa pelos processos de manufatura, pintura, aplicação de adesivos, além da aplicação dos rolamentos e das rodas. É um processo meticuloso e cansativo, pois requer muita atenção. Mas, quando vemos o nosso trabalho final, a sensação é de dever cumprido”, explicou a representante baiana.
Títulos na história
Ao longo de sua história de cinco anos, a Scuderia Pégasus já honrou bastante o nome de Salvador, da Bahia e do Brasil. Já com sua atual geração de estudantes, além do vice mundial, também conquistou um bicampeonato regional e chegou ao 3º lugar nacional. “O futuro da Pegasus está encaminhado, mesmo nesse atual processo de reestruturação. A Pegasus no patamar que chegou tem objetivos altos, mas com muita humildade presente e eu acredito que a atual geração irá alcançar excelentes resultados”, projetou Emor Araújo, engenheiro da Scuderia. “A Scuderia Pegasus pode chegar até o Mundial novamente. Todo o processo de aprendizagem que tivemos lá é uma melhoria para a equipe. A equipe não quer se limitar apenas aos campeonatos nacionais; queremos mostrar que nosso conhecimento e dedicação devem alcançar novos lugares”, completou Laura.

Futuro profissional
Os conhecimentos de robótica gabaritaram os alunos, que são estudantes do ensino médio, a entrarem na Scuderia Pégasus e também a planejarem o futuro profissional. “O STEM Racing ensina muito além da competição. Ele ensina e ajuda a aprimorar ‘soft skills’ e ‘hard skills’, que vou levar para o mercado de trabalho, como, por exemplo, minhas habilidades de negociação e comunicação com empresas. Com o STEM Racing, consegui descobrir o ramo profissional que quero seguir”, lembrou Laura, que quer seguir no automobilismo. “Planejo seguir sim, na área corporativa, principalmente em comunicação e negócios”, acrescentou.
*Sob a supervisão do Editor Léo Santana

