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EXCLUSIVO! - 15/04/2023, 06:00 - Pedro Moraes

Preparador físico esclarece lesões, projeta Série B e muito mais

O Portal Massa! trocou uma ideia com o preparador físico do clube, Diego Kami Mura

O Leão da Barra não contará, a princípio, com cinco jogadores
O Leão da Barra não contará, a princípio, com cinco jogadores |  Foto: Pietro Carpi / EC Vitória / Divulgação

Mais de um mês para treinar, adaptar e ‘descer a madeira’ dentro de campo. Prazo este que parece ter sido suficiente para o Vitória ficar ‘alinhado e balanceado’ de modo a encarar de igual para igual à Ponte Preta. Mas, o que não pode ser deixado de lado, é o caráter crítico do clube no aspecto físico.

Em contrapartida, a direção do Leão da Barra, desde fevereiro deste ano, modificou a missão na temporada e contratou o técnico Léo Condé. Junto a ele, chegou uma peça importante - capaz até de fazer os jogadores ficarem ‘no fino’. Trata-se de Diego Kami Mura, preparador físico com bagagem.

Ex-profissional de agremiações como Atlético Goianiense, Mirassol e clubes do futebol do exterior, ele trocou uma ideia com o Portal Massa!. O preparador analisou o cenário do departamento físico desde a chegada da comissão ao clube baiano.

Aspas

“A gente pegou o time em uma sequência de jogos muito grande, todos eles com caráter decisivo, não conseguimos fazer um rodízio nos atletas por conta da importância dos jogos. Depois, a gente teve um período para treino que realmente foi de aquisição física, onde pudemos trabalhar todas as valências que julgamos importantes dentro de um jogo de futebol: força, velocidade, resistência, tanto no campo quanto na academia. Conseguimos ter aquisição no aspecto físico e tático nos treinamentos com o Léo [Condé]”, menciona.

Furacão da Série B

A disputa do segundo escalão do Brasileirão compreende 38 rodadas, as quais envolvem diversos fatores: logística, compatibilidade e compromisso. Os dois primeiros, sobretudo, têm caráter peculiar nessa divisão.

Aspas

“É um jogo um pouco mais corrido do que a Série A, tem o fato das viagens, que influencia muito, a logística de viagens é muito importante. De repente vc faz um jogo, por exemplo, na terça em Salvador, vai fazer no Rio Grande do Sul no sábado. É pouco tempo para se deslocar, é avião, atraso de voo. Então a gente junto com o staff, junto com os setores de saúde e performance, a gente tenta, junto com a logística do clube, ter as melhores opções para que a gente chegue sempre inteiro nos jogos”, explica.

Problema crônico de lesões

Diversos foram os jogadores que passaram pelo Vitória nas últimas temporadas e ficaram um bom tempo lesionados. O exemplo mais recente foi o lateral-esquerdo Guilherme Lazaroni. Perguntado sobre esse ‘mal crônico’ no departamento médico e físico da agremiação, Diego Kami Muar menciona que a lesão é uma mistura complexa.

Aspas

“As relações a gente não vai conseguir zerar isso, é uma coisa muito clara. Pode ser qualquer clube do Brasil, com a melhor estrutura, o que pode acontecer é minimizar, ter um controle bacana de treino, uma oferta de treino boa. Hoje, clubes no Brasil têm adquirido avião próprio para melhorar a logística. Ele anda muito junto com o treinamento. Um atleta bem preparado pode ser que ele venha a lesionar menos, o que não é uma garantia, a lesão é multifatorial, são vários pontos que influenciam na lesão: histórico do atleta, comportamento fora de campo. Hoje o atleta precisa e sabe da necessidade de se preparar fora de campo, não só dentro do campo, ter alimentação saudável, costumes e boa rotina”, esclarece o preparador físico, em entrevista ao Portal Massa!.

Novos contratados

O Rubro-Negro Baiano contratou mais de 12 jogadores, todos eles visando a Série B. Alguns já devem estrear neste domingo (16), às 18h, contra a Ponte Preta, outros vão ficar para depois. São os casos do goleiro Thiago Rodrigues e do volante Diego Fumaça.

Aspas

“São dois jogadores entregues ao departamento médico, lesões diferentes, muito individual, depende muito da evolução de cada atleta para, aos poucos, serem integrados no elenco para, o quanto antes, poder ajudar o Vitória dentro de campo”, cita.

No que se refere aos demais, como o meia Giovanni Augusto e o zagueiro Wagner Leonardo, ele relata que estão aptos.

Aspas

“Todos os atletas que chegaram agora vinham de competição, isso facilita, atletas que já vinham em ritmo de jogo, treinamento, foi mais questão de adaptação ao método de trabalho nosso, do Léo [Condé], do Vitória como todo. Na verdade, a gente não teve maiores problemas com esses novos atletas”, finaliza.

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