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Caiu na CPI -

Novo rolê aleatório de Ronaldinho é no Congresso

Ex-craque é obrigado a comparecer em CPI enquanto outros famosos foram dispensados

Vinicius Rebouças
Vinicius Rebouças
Ronaldinho poderá ficar em silêncio durante oitiva na Câmara Federal
Ronaldinho poderá ficar em silêncio durante oitiva na Câmara Federal |  Foto: Franck Fife/ AFP

Famoso pelos rolês aleatórios, Ronaldinho Gaúcho tem mais uma visita estranha com tema esquisito agendada para esta terça-feira (22). Ele é esperado no Congresso, em Brasília, para depor na CPI das Criptomoedas. Até tentou não comparecer à oitiva, mas teve o pedido negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da obrigatoriedade do compromisso, o STF concedeu parcialmente um habeas corpus a Dinho, que poderá ficar calado diante dos questionamentos dos parlamentares.

Segundo a coluna de Lauro Jardim no O Globo, Ronaldinho havia sido convocado a depor após ser apontado como fundador da empresa 18k, alvo de investigações por suspeita de pirâmide financeira.

Na decisão, Edson Fachin afirma que os documentos não esclarecem se o ex-atleta foi chamado na condição de investigado ou testemunha, motivo pelo qual "deve-se privilegiar a presunção de constitucionalidade da atuação congressual". O ministro do STF deu aval para que o jogador possa ser assistido por seus advogados e não sofra constrangimentos.

A defesa nega qualquer participação societária na companhia e sustentam que Ronaldinho é vítima da 18k, que usou seu nome e imagem de forma indevida, sem autorização. Também alega que ele não se envolveu com esquemas de fraudes, conforme sugerido por membros da CPI.

Os advogados afirmaram que o ex-atleta sofrerá " irreparável constrangimento ilegal por ato arbitrário e ilegal". Na petição, a defesa lembra que neste mês André Mendonça concedeu HCs a outros três convocados famosos: Tatá Werneck, Cauã Reymond e Marcelo Tas.

Irmão de Ronaldinho, Assis também deverá depor ao colegiado. Em linha similar, o ministro Dias Toffoli decidiu não dispensá-lo da oitiva. O empresário e ex-jogador, porém, terá direito ao silêncio para não se incriminar e à assistência de advogados.

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