
O sonho que sai do papel e se aproxima da realidade: o Vitória, ao lado da diretoria rubro-negra e da SD Arenas, apresentou oficialmente o plano da Arena Barradão ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e representantes da administração municipal, nesta quarta-feira (13).
Durante a coletiva, realizada justamente no dia do aniversário do clube, os dirigentes reforçaram que o projeto não deve transformar apenas a comunidade de Canabrava, mas também mexer com a estrutura socioeconômica de Salvador — da agenda turística ao setor de hotelaria.
Futuro investidor
Ainda sem esclarecer à torcida quem será o grande investidor do novo espaço, Fábio Mota fez questão de reforçar que o patrimônio permanece sendo do Vitória.
"Nós não estamos vendendo, não estamos entregando, não estamos doando o patrimônio, que continua sendo do Esporte Clube Vitória”, afirmou.
Segundo ele, o clube apenas cederá o direito de superfície por 35 anos, período em que será realizado o investimento de R$ 460 milhões: “O Vitória continua dentro disso, até porque o clube tem participação nos lucros. Isso vai incrementar, vai aumentar a renda do Vitória, para que o clube seja mais competitivo. A gente sabe que é muito difícil fazer futebol no Nordeste”.
Mota ainda destacou a autonomia financeira do projeto:
Nós não precisamos nos entregar ao petróleo, aos árabes, para que a gente sobrevivesse e estivesse na Série A. Nós estamos vivos e prontos
Presidente do Vitória Fábio Mota
O grande projeto da Arena Barradão
A expectativa, segundo Leonardo e Danilo Carvalho, da SD Arenas, é que durante a obra 10.750 empregos sejam gerados, impulsionados por um aporte de R$ 460 milhões vindo exclusivamente da iniciativa privada, um investimento que será injetado na economia soteropolitana ao longo dos próximos 36 meses, sem depender de recursos do município ou do Estado.

Entre as novidades, estão o lançamento de um aplicativo que vai integrar todos os setores da arena, a criação de uma plataforma unificada de bilheteria e a instalação de Wi-Fi de alta densidade, entre outros avanços tecnológicos.

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O presidente do Vitória, Fábio Mota, fez questão de reforçar a permanência da essência “raiz” do Barradão.
“É um dia de maior alegria minha como torcedor do Vitória. Eu sou frequentador do Barradão desde o início, eu sei o tanto de chuva que eu tomei na cabeça. Ninguém está aqui querendo tirar a originalidade. O Barradão vai ser mágico como ele sempre foi, mas precisava ter uma requalificação”, disse o dirigente durante a coletiva.
“Ele precisava receber as pessoas melhor, receber o torcedor melhor. Então, hoje é um dia em que a gente dá o pontapé inicial na construção de um sonho que eu sonhei lá atrás”, completou.

A previsão para o início das obras, que devem durar cerca de três anos, é fevereiro de 2027. Fábio Mota explicou que o avanço do cronograma depende do aval da Prefeitura de Salvador, responsável por liberar as autorizações necessárias.
“Assim que tiver o ‘ok’ da Prefeitura — até porque a gente precisa — saem a licença ambiental, o alvará, o impacto de vizinhança, a análise arquitetônica. Estamos aqui nesse sentido”, detalhou o dirigente.
Ainda segundo o presidente, após o sinal verde do município, o próximo passo será a assinatura do contrato da Arena Barradão.

