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A vida imita a arte - 10/08/2026, 07:00

Kaylanne 'Sapeka' encanta na Boca do Rio e vira promessa do boxe aos 8 anos

Pequena Kaylanne Almeida impressiona pelo talento para o esporte

Kaylanne Almeida faz bonito no boxe desde novinha
Kaylanne Almeida faz bonito no boxe desde novinha |  Foto: Ana Albuquerque / Ag. A TARDE

Nos cinemas, o longa-metragem “Menina de Ouro”, lançado em 2004, se tornou um sucesso de crítica, conquistando quatro Oscars naquele ano, incluindo o de melhor filme. A obra conta a história de Maggie, uma boxeadora que luta por seu espaço no esporte.

Como a vida imita a arte, Salvador também tem a sua menina de ouro que, em vez de estatuetas, pode trazer muito orgulho para o boxe brasileiro. Com apenas 8 anos de idade, Kaylanne Almeida vem se destacando e chamando bastante atenção na modalidade, onde é conhecida como “Sapeka”, sendo tratada como um raro talento por quem entende do assunto.

“O boxe foi minha primeira casa. É muito bom lutar, recomendo pra todo mundo que quiser. Gosto muito do que eu faço”, descreveu Kaylanne ao MASSA!.

A garota luta desde os 3 anos e vem ganhando fama pela internet, onde acumula mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, sendo cerca de 140 mil apenas no Instagram, onde os seus vídeos com golpes rápidos e coordenados chegam a bater a marca de 1 milhão de visualizações. O talento da mini atleta já foi reconhecido, inclusive, pelos medalhistas olímpicos baianos Beatriz Ferreira e Hebert Conceição, seguidores de Sapeka e símbolos do boxe nacional, conquistando cinco das nove medalhas que o Brasil venceu na maior competição esportiva do mundo.

Imagem ilustrativa da imagem Kaylanne 'Sapeka' encanta na Boca do Rio e vira promessa do boxe aos 8 anos
Foto: Ana Albuquerque / Ag. A TARDE

Para o desenvolvimento da sua carreira, Kaylanne conta com o apoio do pai, Wellington Cruz, ou “Grilo”,para os íntimos e os que o conhecem por meio do boxe. Além de gerir as redes sociais da menina, ele a treina quatro vezes por semana. Nos treinamentos, o nível de Sapeka se destaca a ponto de ter de lutar com meninos mais velhos de igual para igual, principalmente contra seu irmão, Ravi, de 9 anos.

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Contudo, a carreira competitiva da menina ainda não começou, já que a categoria infantil do boxe começa aos 13 anos. “Ela tem um talento enorme. Raro no mundo inteiro, é até difícil achar uma menina da idade dela pra treinar junto. Pega os treinos rápido, sem depender tanto de mim. Tem mais seis anos de preparação pela frente pra primeira competição dela. Tenho fé que ela vai representar muito o nosso boxe ainda. Me orgulha muito”, projetou o orgulhoso papai Grilo, rasgando elogios à sua menina de ouro.

Papai é maior inspiração

Antes do Grilo técnico de Sapeka, existe o pai Wellington que ama a filha Kaylanne. Mesmo reconhecida por grandes nomes do boxe brasileiro, o principal fruto de inspiração da garota vem de dentro da própria casa. “Meu pai é minha maior inspiração. Ele me fez começar a treinar, me ensinou tudo que eu sei. Eu amo muito ele”, declarou a garota.

Por sua vez, mesmo focado como treinador, o paizão não deixa que a garota perca a sua infância por conta do boxe. “Não tive pai e hoje posso passar tudo que sei para os meus filhos. Kaylanne tem a vida de criança, brinca com as amigas daqui da rua e tem que ter esses momentos. Aqui dentro o clima é sério, mas é bom que a criança tenha esse divertimento enquanto treina”, lembrou.

Imagem ilustrativa da imagem Kaylanne 'Sapeka' encanta na Boca do Rio e vira promessa do boxe aos 8 anos
Foto: Ana Albuquerque / Ag. A TARDE

Projeto social para todos

Pai e treinador de Kaylanne, Grilo tem uma história de mais de 30 anos dentro do boxe e do MMA. Hoje, é professor de uma academia própria, que fica localizada na rua Jayme Sapolnik, no bairro da Boca do Rio, e que atua como um projeto social com mais de 200 alunos, com turmas divididas por idades.

“O espaço aqui é pequeno, mas sempre cabe mais uma pessoa. É tipo coração de mãe. Tem gente que frequenta direto e que vem mais esporadicamente. Meus alunos falam muito do poder de desestresse que o boxe tem e eu posso provar que isso é fato”, detalhou Wellington ao MASSA!.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana

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