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Ex-jogador do Bahia é condenado por atropelar e matar casal no Rio

Marcinho protagonizou acidente no dia 30 de dezembro de 2020

Vinicius Rebouças
Vinicius Rebouças
Marcinho poderá cumprir pena em regime aberto
Marcinho poderá cumprir pena em regime aberto |  Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O lateral Marcinho, ex-Bahia, foi condenado a três anos e seis meses pela atropelamento que matou os professores Maria Cristina José Soares e Alexandre Silva de Lima em 30 de dezembro de 2020.

A sentença foi proferida ontem (18) pelo juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 34ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que determinou ainda, a suspensão da habilitação do atleta para dirigir veículo automotor pelo mesmo período.

Marcinho poderá cumprir a pena em regime aberto. Como o crime foi considerado culposo e com pena inferior a quatro anos, entre outros requisitos atendidos pelo artigo 44 do Código Penal, o magistrado substituiu a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos, com prestação de serviços a entidades a serem escolhidas pela Vara de Execuções Penais.

O acidente

O acidente aconteceu no dia 30 de dezembro de 2020, por volta das 20h30m, quando o casal atravessava a Avenida Lúcio Costa, na praia do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo a denúncia do Ministério Público estadual, minutos antes do atropelamento, Marcinho guiava um Mini Cooper, de forma imprudente, em zigue-zague, na pista sentido Barra da Tijuca, numa velocidade entre 86km e 110km/h. A velocidade máxima permitida na via é de 70 km/h.

Ainda conforme a denúncia, no dia do acidente, entre 11h e 11h30, Marcinho esteve no restaurante Rei do Bacalhau, no bairro do Encantado, na zona norte, onde consumiu bebida alcoólica, ingerindo, ao menos, cinco tulipas de chopp.

O magistrado destacou que a imprudência do acusado restou plenamente comprovada, não só pela prova oral produzida, mas também através da prova técnica e pericial.

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