
Salvador completa 477 anos neste domingo (29), com bandeiras fortes que formam a identidade do povo soteropolitano, como a música, a culinária, as praias, a cultura e também o esporte. E, além da tradicional rivalidade Ba-Vi no futebol, os cartões-postais da capital baiana são palcos para mais variadas práticas esportivas, que vão do futevôlei/altinha no Porto da Barra até a corrida entre os Faróis, passando de canoa pelo Forte São Marcelo.
“A altinha e o futevôlei têm crescido muito em Salvador, dentre os mais jovens e os mais velhos. Praticá-los em Salvador é um privilégio. É uma das cidades mais lindas do mundo, o que deixa tudo mais fácil”, lembra o atleta Lucas Gomes, mais conhecido como ‘Orelhão’, praticante dos esportes nas areias do Porto da Barra.
Já na Praia da Preguiça, a canoagem havaiana é o esporte ideal para os apaixonados pelas águas da cidade, passando por pontos como o Forte São Marcelo, pelos arredores do Mercado Modelo e até a própria Barra. “Para a gente ter um quintal desse, a Baía de Todos-os-Santos, a maior baía do Brasil, a segunda maior do mundo, com águas que proporcionam a gente a prática de esportes náuticos, é um grande privilégio”, destaca Lucas Sérgio, professor do Kaiaulu, clube de canoagem.
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Quem também vem aproveitando os cartões-postais de Salvador são os corredores. Febre do momento, a modalidade pode ser desfrutada por todos os cantos da cidade, unindo a beleza com a prática esportiva. “O Farol da Barra é encantador para corridas. Para mim, que moro no Centro, é sempre uma opção interessante, fresca e com geografia interessante. Salvador é propícia para o esporte e cheia de lugares interessantes para correr”, exalta Valdenice Cerqueira, atleta que corre a meia-maratona entre o Farol da Barra e o Farol de Itapuã.
Impacto e soluções
Por mais que Salvador tenha suas belezas naturais e culturais, os problemas também existem, como em qualquer outra cidade. Falhas de infraestrutura, organização e segurança acabam impactando nos cartões-postais para a prática esportiva na capital da Bahia. “A cidade vem ofertando mais possibilidades de esportes ao ar livre, mas precisa também de mais equipamentos públicos para o cidadão ter essa oferta. Precisa da valorização dos espaços públicos e de uma revitalização de modo geral”, indica Lucas Sérgio.
“A gente precisa de espaços fechados, como a Avenida Magalhães Neto aos fins de semana, algo parecido com o que acontece em Maceió e João Pessoa. Isso sem falar da segurança pública e do trânsito de Salvador, que atrapalham a vida de quem corre”, complementa Valdenice Cerqueira.
*Sob a supervisão do editor Léo Santana
