
Para além do futebol gerido pelo Grupo City, o EC Bahia — Associação vem se destacando no cenário de outro esporte de tradição no Brasil: o vôlei de praia. Com a separação da SAF, o clube pode investir no esporte litorâneo e já colhe os frutos, com títulos a nível estadual, nacional, continental e até destaque mundial. Neste ano, duas duplas começaram a disputar competições pelo Tricolor de Aço, George/Saymon e Andressa/Tainá, tornando-se grandes destaques da modalidade.
“O Bahia traz uma segurança muito boa pra gente. Nos dá toda a estrutura para que a gente só precise jogar. Em outros lugares, o atleta precisa se preocupar com passagem, hospedagem e outros fatores que podem nos tirar do jogo”, destaca o atleta masculino George Wanderley ao MASSA!. “Na Bahia, me sinto em casa. Já morei em Maringá e o povo aqui é acolhedor, principalmente quando estou vestida de Bahia”, completa a também tricolor da equipe feminina, Andressa Wanderley.
Naturais da Paraíba, de Campina Grande e João Pessoa, respectivamente, George e Andressa são casados há mais de uma década e são vencedores no esporte. Entre os homens, ao lado de Saymon, o atleta ganhou a primeira etapa do Baiano, ficou na 2ª posição na segunda etapa do Circuito Brasileiro e, no último dia 5, foi campeão da terceira etapa brasileira, em Saquarema. “O saldo é mais positivo pelo trabalho que pelo resultado, que é fruto do processo do trabalho. É muito bom poder representar o Bahia nesse lugar”, vibra o jogador nordestino.
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Já entre as mulheres, Andressa e Tainá também venceram o Estadual e levaram o Sul-Americano para casa, disputado em Rancagua, no Chile. Na terceira etapa do Brasileiro, a dupla do Bahia foi derrotada nas quartas de final para Duda e Ana Patrícia, atuais campeãs olímpicas que conquistaram a competição, deixando o Tricolor na 5ª posição. “Representar o Nordeste é simbólico. Muitos dos nossos talentos precisaram deixar nossa terra para ter destaque. Então ter gente daqui se destacando em um clube daqui é representativo demais”, exalta a atleta paraibana.

Olimpíada é o foco
O vôlei de praia é modalidade olímpica desde 1996 e, somando o masculino e o feminino, o Brasil é o país com mais medalhas no esporte: 14 (4 ouros, 7 pratas e 3 bronzes). Dentre os jogadores do Esquadrão, George já teve a honra de disputar a maior competição do esporte mundial, parando nas oitavas de final, ao lado de André Loyola. Hoje, junto com Saymon, formam a segunda dupla brasileira mais bem colocada no ranking mundial da modalidade, que dará vaga para os Jogos de Los Angeles em 2028.
“Jogar as Olimpíadas é algo inesquecível. Em Paris, a quadra era embaixo da Torre Eiffel. Chega eu fiquei nervoso. Até o bebedouro de lá é diferente”, detalha George. Enquanto isso, Andressa busca sua primeira vaga nas próximas Olimpíadas. “Minha meta junto da Tainá é se manter no Top 20 do Brasil para ter chance de ir para Los Angeles. O vôlei de praia é um esporte muito dinâmico. Qualquer derrota no Circuito Mundial custa muito”, relata a jogadora.

Carreiras são vitoriosas desde a base
As histórias de George e Andressa contam duas maneiras diferentes de se chegar ao vôlei de praia, mas têm o mesmo destino. A atleta começou no vôlei de quadra e foi para as areias, enquanto o jogador pratica a modalidade por influência familiar. Mas ambos têm em comum as carreiras vitoriosas, com ela conquistando o Mundial sub-19 e os Jogos Sul-Americanos da Juventude, e ele erguendo títulos dos Mundiais sub-19 e sub-21. “Considero uma das grandes conquistas da minha carreira. Todos os grandes jogadores possuem títulos nessa faixa e me orgulho muito dos meus”, lembra Andressa. Além das conquistas de base, George ainda tem um Pan-Americano em 2023.
*Sob a supervisão do editor Léo Santana
