
Presente nos anúncios televisivos, estampadas nas camisas de futebol e patrocinando os principais campeonatos brasileiros, as casas de apostas podem perder esse posto. Isso porque o Projeto de Lei (PL) 3.563/2024, que proíbe as bets nesses espaços, foi aprovada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) do Senado Federal.
Tanto o Bahia, com a Viva Sorte Bet, quanto o Vitória, com a Bet7K, tomarão um baque, caso o PL vá para frente. A ideia do projeto é criar uma ampla proibição às publicidades de apostas esportivas e jogos on-line no Brasil.
Apesar de já dar aquele susto, ainda é preciso passar por algumas outras etapas, como ser debatido no plenário da "Casa Alta" e ser mandado para a Câmara dos Deputados que fará o mesmo trâmite. Depois disso, volta ao Senado para mais uma votação. Para passar a valer, depende da sanção do presidente em exercício, que atualmente é Lula (PT).
Tamanho do prejuízo
A dupla Ba-Vi, assim como a maior parte das equipes do Brasileirão, utilizam as casas de apostas patrocinadores. Atualmente, estampada nas costas, na parte inferior, a Viva Sorte Bet desembolsa R$ 40 milhões por ano ao Bahia, até o fim de 2026.
Já o Vitória dá um lugar de destaque, à frente da camisa, para a Bet7K, pela bagatela de R$ 20 milhões, até dezembro de 2027, sendo de suma importância para o equilíbrio financeiro do clube, que tem enfrentado um orçamento curto.
Outras proibições
Não é só no futebol que as bets podem ser 'limadas'. O texto também prevê o veto em eventos esportivos, culturais ou cívicos, como transmissões, filmes e conteúdos digitais, divulgação em redes sociais, promoções.
Em caso de descumprimento a pessoa ou empresa envolvida poderá sofrer várias sansões. Entre elas a aplicação de multas de R$ 5 mil a R$ 10 milhões.
