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Seleção Brasileira - 03/06/2024, 20:15 - Santiago Oliveira

De Cipó para o mundo: Rafaelle viverá emoção de jogar na Fonte Nova

Zagueira baiana, de 32 anos, defenderá a Seleção Brasileira, contra a Jamaica, na noite desta terça-feira (4)

Rafaelle Souza, zagueira da Seleção Brasileira
Rafaelle Souza, zagueira da Seleção Brasileira |  Foto: Lívia Villas Boas / CBF

Das ruas de Cipó, município no interior da Bahia, ao estrelato do futebol feminino, a zagueira Rafaelle Souza, da Seleção Brasileira, está prestes a realizar o sonho de jogar em sua terra. Isso porque a jogadora, de 32 anos, estará no amistoso preparatório para a Olimpíada de Paris, contra a Jamaica, nesta terça-feira (4), às 20h, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Desde 2011 vestindo a camisa da Seleção principal, acumulando duas Copas do Mundo (2015 e 2023) e duas Olimpíadas (2016 e 2020), o último amistoso, em solo soteropolitano, antes da ida à Cidade Luz, é um marco histórico para Rafaelle.

"Esse jogo em Salvador, que eu acho que vou ter a maioria dos meus amigos e toda a minha família presentes no estádio, vai ser muito especial, é um momento muito marcante na minha carreira. E por ser uma das lideranças do grupo, eu acho que, com certeza, a responsabilidade aumenta. Ainda mais que esse é o último amistoso que a gente vai ter antes da Olimpíada. A gente está nessa crescente, a gente quer apresentar um bom futebol e, principalmente, conquistar essa torcida brasileira para nos apoiar na Olimpíada de Paris e, consequentemente, daqui alguns anos, na Copa do Mundo", relatou a defensora, em entrevista exclusiva para o Portal MASSA!.

Com direito a assistência da baiana, a Seleção goleou a Jamaica, por 4 a 0, no último sábado (1º), na Arena Pernambuco. Rafaelle comentou o momento dela na Seleção e detalhou como está sendo a adaptação com o novo técnico, Arthur Elias.

"Eu tenho feito bons jogos com a Seleção Brasileira e é um futebol bem parecido com o que eu gosto de jogar. Mesmo sendo zagueira, eu gosto de estar com a bola, eu gosto desse futebol mais ofensivo, mais agressivo. Então, a nossa proposta de jogo é sempre estar marcando pressão, sempre lá em cima. Faz com que as zagueiras tenham mais o controle do jogo, estejam com a bola o tempo todo, armem algumas jogadas e esse é o estilo de jogo que eu gosto, que eu sei fazer. Eu gosto de estar com a bola", explicou.

Futebol feminino no Brasil

Quando questionada sobre o futebol feminino brasileiro, a jogadora do Orlando Pride, dos Estados Unidos, 'largou o doce'. A xerife aproveitou para dar uma alfinetada nas equipes nordestinas.

"Eu acho que está numa crescente, tem evoluído bastante, acho que ainda precisa evoluir mais, principalmente aqui no Nordeste, onde poucos clubes investem, que valorizam a nossa modalidade. Tem crescido bastante em São Paulo, no Rio de Janeiro, também. O Flamengo agora tem investido bastante também, mas eu acho que é um caminho natural, ainda mais com essa Copa do Mundo, em 2027", pontuou.

Começo de tudo, lá em Cipó

Antes de defender o Arsenal, da Inglaterra, e também brilhar no futebol dos EUA, Rafaelle Souza precisou se dividir entre o futebol e os estudos. Além de encaminhar uma graduação em Engenharia Civil, a chegada à capital baiana lhe reservou um futuro incrível com a bola nos pés.

"Comecei a jogar desde os sete anos de idade, no interior da Bahia, lá em Cipó. No começo, descalça, com os meninos, na rua, sempre brincando. Nunca imaginei estar na Seleção Brasileira, porque na época a gente não assistia a jogo de futebol feminino na TV. Então, para mim, era só uma brincadeira. Até que eu comecei a jogar futsal com as meninas lá em Cipó. Eu era novinha, eu jogava com as meninas mais velhas. E, então, fui para Salvador. No início, pensando só em estudar, não imaginava que futebol fosse ser minha profissão, hoje", revelou.

"Mas aí, nos jogos escolares da Bahia, eu jogava pelo CEFET e um treinador me indicou para Mário Augusto, meu primeiro treinador no campo, quem me indicou também para a Seleção Sub-17. Com o Mário, eu comecei a jogar no campo pela primeira vez. Eu acho que com uns 15 anos já estava jogando com a equipe adulta do São Francisco do Conde. Depois da Sub-17, eu comecei a jogar no profissional do São Francisco do Conde e a gente foi terceiro lugar na Copa do Brasil. Com isso, fui ganhando destaque. Também joguei a Copa do Mundo, Sul-Americano, e aí fui pra seleção principal pela primeira vez", completou a atleta.

Rafaelle comemora gol na Copa Ouro feminina da Concacaf, contra o Panamá
Rafaelle comemora gol na Copa Ouro feminina da Concacaf, contra o Panamá | Foto: Reprodução / W Gold Cup

Os Jogos de Paris estão programados para iniciar em 26 de julho, quando ocorre a abertura. A equipe brasileira estreia contra a Nigéria, no dia 25 de julho, pela fase de grupos, na cidade de Bordeaux.

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