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Clubes brasileiros organizam protesto contra o fim das bets

Entidades do setor vão exibir mensagens nas placas de publicidade

Clubes preparam protesto para o fim da medida que proíbe bets
Clubes preparam protesto para o fim da medida que proíbe bets |  Foto: Divulgação/CBF

A bola já rola pela 29ª rodada do Brasileirão, mas a bronca com o fim das bets também promete entrar em campo. Entidades ligadas ao setor de apostas vão usar espaços publicitários durante os jogos para protestar contra a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula (PT), que proibiu a operação e a publicidade das casas de apostas no Brasil.

Entre as mensagens previstas para aparecer nas placas de publicidade estão “Proibir não é proteger” e “A proibição não acaba com as apostas”. A mobilização é articulada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), entidades que são contra a proibição.

O movimento não é exatamente novidade. As mensagens já apareceram no clássico entre São Paulo e Santos, disputado no último dia 2, no Morumbis, e também em Atlético-MG x Bragantino. Agora, a campanha deve ganhar novos capítulos com o retorno do Campeonato Brasileiro após a pausa da Data Fifa.

Vitória sente impacto

O Vitória é um dos clubes atingidos diretamente pela mudança. O Leão enfrenta a Chapecoense nesta quarta-feira (7), às 20h, no Barradão, pela 29ª rodada, e entrará em campo sem a marca da antiga patrocinadora máster no uniforme.

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O Flamengo, por sua vez, já decidiu levar o protesto para o uniforme. Contra o Santos, nesta quinta-feira (8), o Rubro-Negro carioca deve estampar a frase “Proibir não é proteger” na camisa.

Bets estão fora do ar

A Medida Provisória nº 1.394/2026 foi publicada em 25 de setembro e proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional. Desde terça-feira (6), os sites e aplicativos das empresas autorizadas deixaram de oferecer apostas no país.

Enquanto o governo defende que a medida busca reduzir problemas financeiros e de saúde relacionados às apostas, entidades do setor argumentam que a proibição pode empurrar apostadores para plataformas clandestinas e afetar clubes que tinham contratos milionários de patrocínio.

A questão também foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Clubes e representantes do setor tentam derrubar a medida, mas uma definição do ministro Luiz Fux pode ficar apenas para depois do segundo turno das eleições presidenciais.

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