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Freio de mão! - 22/12/2022, 07:00 - Daniel Farias

Bahia busca atletas estrageiros, mas limite da CBF impõe moderação

Por regra, times brasileiros só podem relacionar cinco gringos por partida

Uruguaio Acevedo já treina com o elenco tricolor
Uruguaio Acevedo já treina com o elenco tricolor |  Foto: Felipe Oliveira/E.C. Bahia

O radar de contratação do Bahia, na preparação para 2023, tem atraído diversos jogadores estrangeiros. Além de Lucas Mugni, meia argentino, e Ricardo Goulart, atacante nascido no Brasil e naturalizado chinês, ambos remanescentes da temporada passada e já com os vínculos renovados, o Tricolor anunciou Nicolás Acevedo, volante uruguaio que estava atuando no New York City, dos Estados Unidos. Ele participou da grande conquista da MLS (principal competição do país) pela equipe este ano.

Ou seja, são três jogadores com nacionalidade estrangeira, ao menos por enquanto, compondo o elenco do Esquadrão para o próximo ano.

Pela regra das competições da CBF, a exemplo do Brasileirão, as equipes podem relacionar, como titular ou reserva, apenas cinco jogadores estrangeiros ao mesmo tempo. Mas o Bahia permanece ativo no mercado buscando mais atletas de diferentes nacionalidades, sobretudo de outros países latino-americanos.

É o caso de outros três jogadores que estão sendo especulados como possíveis contratações do Esquadrão. Dois deles são atacantes colombianos, Carlos Andrés Gomez, do Millonarios, e Jeison Lucumi, atualmente no Deportes Tolima.

O primeiro tem 20 anos e foi um dos principais destaques do Campeonato Colombiano em 2022, com 12 gols marcados e cinco assistências em 47 jogos. Ele é frequentemente comparado ao atacante Luis Díaz, do Liverpool, seu conterrâneo, pela velocidade e capacidade de decisão.

Segundo informações publicadas na imprensa do país, equipes como o Benfica, de Portugal, e o Watford, da Inglaterra, também já demonstraram interesse no jogador. No Brasil, o Bahia entrou na disputa com o Red Bull Bragantino para trazer o atacante. Um dos possíveis entraves na negociação é o alto valor cobrado para a venda, 4 milhões de dólares. Porém, o Bahia tem atuado no mercado em posição considerada mais favorável a partir da aprovação da compra da Sociedade Anônima de Futebol pelo Grupo City.

Já Jeison Lucumi tem se destacado pelo Tolima, também da primeira divisão colombiana. Ele tem 27 anos e foi revelado pelo América de Cali. Mais experiente, com passagens pelo Atlético Nacional de Medellín e também por equipes do México (Querétaro) e da Espanha (Elche), é um atleta consolidado no futebol do seu país. O atacante tem bons números na última temporada, marcou 10 gols e deu cinco assistências em 39 jogos.

Jogador de seleção

O terceiro possível jogador tricolor que vem sendo especulado é o goleiro Moisés Ramírez, de 22 anos, do Independiente del Valle. Alguns veículos da imprensa equatoriana vêm considerando a transação certa, mas o Bahia ainda não confirmou a chegada. Ele foi convocado como terceiro goleiro da seleção do seu país de origem e integrou o grupo que foi para o Qatar. A equipe foi eliminada ainda na fase de grupos do mundial.

O aval para a contratação teria sido dado pelo técnico do Bahia, Renato Paiva, que recentemente trabalhou com o atleta no clube do Equador. É uma vinda provável, já que passa por uma relação próxima com o novo comandante do Esquadrão.

Com tantos jogadores estrangeiros no elenco ou chegando, o Tricolor precisará equilibrar as contratações na formação do elenco. Um aspecto positivo é que desses cinco jogadores estrangeiros que já fazem parte da equipe ou que estão sendo especulados, quatro atuam no setor ofensivo – o que torna a regra da CBF um problema menor para a escalação do time.

O fato é que o Bahia vive uma fase cada vez mais conectada com experiências de outros países, seja na relação com o grupo comprador da SAF, com o treinador português, seja pela nacionalidade de jogadores.

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