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Paredão rubro-negro - 15/12/2023, 06:30 - Clara Oliveira- Atualizado em 15/12/2023, 09:30

Arcanjo relembra tudo: trajetória, taça, torcida e volta à Série A

Goleiro do Leão concede entrevista exclusiva ao MASSA!

Cria do Barradão vibra com taça nacional inédita do Vitória
Cria do Barradão vibra com taça nacional inédita do Vitória |  Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

O dia 14 de novembro de 2023 ficará marcado na vida de Lucas Arcanjo para sempre. O goleiro, de 25 anos, que saiu do interior da Bahia em busca do sonho de se tornar jogador profissional, cravou seu nome na história do Esporte Clube Vitória em uma campanha histórica e com direito ao título inédito de Campeão Brasileiro da Série B.

Fazendo uma trajetória digna de ser chamada de colossal, o arqueiro do Leão da Barra ultrapassou a marca dos 100 jogos pelo time baiano nesta temporada fazendo jus ao apelido de paredão, além de se consagrar como um dos nomes mais importantes do elenco durante no ano.

Após chegar no Barradão em 2015, Lucas Arcanjo estreou no elenco principal em 2019 e viveu momentos difíceis, que foram superados de forma tão maestral ao ponto de se tornar o goleiro com mais jogos sem tomar gols em uma edição da Série B. Em conversa com o MASSA!, o goleiro detalhou sua trajetória e a marcante campanha do Rubro-Negro durante o Brasileirão.

Confira entrevista completa:

Qual jogo você considerou o mais importante da temporada e que teve a melhor atuação?

Lucas Arcanjo - É difícil escolher um jogo, mas tenho alguns jogos em mente, em especial duas partidas na Série B. Um resultado importante em que tive uma grande atuação foi o 1 a 0 contra o Ceará, no Barradão, em um momento que precisávamos ganhar o jogo e eu tive uma atuação individual muito boa. O outro não dá para não ser o jogo contra o Novorizontino, foi o jogo em que garantiu nosso acesso e colocou a nossa mão na taça. Além disso, fiz uma das defesas mais importantes da minha carreira.

Dentre tantas defesas marcantes ao longo da Série B, você fez aquela histórica aos 37 minutos do 2° tempo contra o Novorizontino. Como estava sua cabeça naquele momento tão decisivo?

LA - Estava totalmente concentrado na partida. Era um momento importante do jogo em que as duas equipes buscavam a vitória e eu tinha em mente que poderia ser decisivo.

Qual a sensação para você que veio da base ter seu nome ovacionado pela torcida do Vitória e também ter o seu nome marcado na campanha do título inédito?

LA - Sensação única. Não dá pra descrever esse momento.

O Vitória teve a maior média de público da Série B com 22.842 torcedores por partida. Qual foi a importância do apoio do torcedor rubro-negro durante a campanha?

LA - A torcida foi fundamental em nossa campanha, na verdade, desde a Série C a torcida tem feito um papel importantíssimo, que com certeza nos ajudou muito a chegarmos em nossos objetivos.

Goleiro está cheio de moral com a torcida ao fim da temporada
Goleiro está cheio de moral com a torcida ao fim da temporada | Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Até conseguir o acesso à Série A e se consagrar como campeão da B, você passou por situações difíceis. Houve algum momento em que você achou que não daria? O psicológico abalado abriu brechas para querer desistir do futebol?

LA - Não. Em momento nenhum eu pensei em desistir, pois já imaginava ter momentos difíceis, sabia que fazia parte do processo e fui muito preparado para esse momento. Graças a Deus mantive a cabeça boa e continuei trabalhando forte para grandes feitos como esse.

Você se tornou o goleiro com mais jogos sem tomar gol em uma edição de Série B. Qual foi a peça-chave fundamental para você fazer um campeonato tão consistente?

LA - Vários fatores combinados. O trabalho forte junto aos meus treinadores Ferreira e Paulo Musse que me ajudaram a cada dia para evoluir e estar mais confiante. Meus companheiros de time também, que se doaram sempre pra proteger nossa meta, em especial ao sistema defensivo, onde buscamos sempre ter uma união e conversar bastante dentro e fora de campo.

Como estão as expectativas para viver pela primeira vez a atmosfera da Série A no ano que vem?

LA - Claro que a gente sente aquela ansiedade, imaginar o Barradão lotado em uma Série A traz uma sensação muito boa.

Em alguns momentos você enalteceu o trabalho dos profissionais do clube que trabalham nos bastidores. Qual sua relação com essas pessoas que te acompanharam desde o início?

LA - Graças a Deus tenho uma relação muito boa com os profissionais do clube, de todos os setores. Tenho nove anos de clube e convivi em muitos momentos com alguns deles. É um carinho que vai muito além das quatro linhas.

Como foi o momento de comemoração com a torcida na Barra? Teve a dimensão que a equipe superou os momentos difíceis do início da temporada?

LA - A festa na Barra foi para fechar com chave de ouro a nossa conquista. A torcida fez uma festa linda e foi de arrepiar. Vai ficar na minha memória para sempre.

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