
No futebol, a lógica muitas vezes fica em segundo plano. Quando a bola rola, o que move milhares de pessoas é um sentimento difícil de explicar e, para alguns, impossível de controlar. Não é raro encontrar histórias de torcedores que enfrentam longas viagens, dores físicas e até situações inusitadas só para acompanhar o clube do coração de perto.
O jovem Romário Cattani, de 22 anos, sabe bem o que é isso. Em 2023, ele encarou uma viagem de cerca de 18 horas dentro de uma van para assistir ao duelo entre Flamengo e Palmeiras, pela Supercopa do Brasil. O sacrifício, no entanto, não terminou como o esperado, já que o Rubro-Negro acabou derrotado por 4 a 3.
Como se não bastasse a frustração em campo, o perrengue fora dele também virou história. Durante a viagem, Romário e amigos quase se complicaram com militares após pararem em frente a uma unidade do Exército para aliviar a vontade de urinar. O episódio terminou apenas com um susto, mas rendeu história para contar.
Sem tempo ruim
Se tem quem enfrente estrada, também há quem ignore o próprio corpo. O bancário Artur Dias levou a paixão ao limite ao ir ao Barradão, mesmo com o dedo quebrado. De botas e com dificuldades para se locomover, ele fez questão de marcar presença nas arquibancadas para apoiar o Vitória.
”O Uber deixou na porta de boa. Mas, pra voltar eu tive que dar uma paletada da desgrama”, contou Artur
Se endividou todo
E quando o assunto é devoção, a torcida do Bahia também não fica atrás. O tricolor Diego Santana, morador de Feira de Santana, protagonizou uma daquelas histórias que misturam desespero e fidelidade. Sem dinheiro para a passagem, ele decidiu vender o próprio celular para assistir o Esquadrão, na Colômbia, contra o Atlético Nacional, pela Libertadores, em 2025.
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Como se não bastasse o Esquadrão ter perdido por 1 a 0, ele ainda teve que pegar dinheiro com agiota para conseguir retornar para a Bahia.
“Ser torcedor é isso: é viver intensamente, é fazer loucura e ainda achar pouco. Quem ama futebol entende”, destacou Diego.
