
O resultado positivo contra o São Paulo, na noite de quarta-feira (28), representou um marco significativo para o elenco, que vinha de dois resultados adversos contra Flamengo (3 a 0 em casa) e Santos (empate em 1 a 1 com um jogador a mais). No entanto, uma estatística particular deixou o centroavante do Bahia, Alejo Véliz, incomodado: a seca de gols.
Visivelmente incomodado por passar mais um jogo 'em branco', o argentino já soma sete partidas seguidas sem balançar as redes. A última vez em que pôde comemorar um tento próprio foi há quase dois meses, no dia 5 de setembro, contra o Red Bull Bragantino.
A fase foi comentada por Rogério Ceni em entrevista coletiva após o triunfo desta quarta. O treinador destacou que, apesar da falta de gols, ele segue sendo uma peça de grande importância para o modelo de jogo do Bahia.
"Acho que ele não conseguiu ter oportunidade, hoje ele não teve uma chance real, mas abriu muito espaço para Kike, para Pulga, para infiltrações de Jean Lucas. Ele é um jogador que deixa tudo em campo, faz um serviço que não podemos deixar de destacar. Puxamos muitos contra-ataques assim. Claro que queremos ver o nove fazendo gols, mas ele vem trabalhando pelo time com ele pode", destacou.
Jejum não é novidade
A última vez que Alejo passou tanto tempo sem fazer gols foi ainda nesta temporada, entre fevereiro e março, quando ainda defendia o Rosário Central, da Argentina. Na época, o atacante ficou de 24 de abril até 16 de maio, cerca de seis jogos, em jejum de gols.
Outro período em que passou em branco foi entre fevereiro e março, dos dias 15 de fevereiro até 22 de março, cerca de seis jogos.
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Não é por falta de tentativa
Os números, no entanto, não refletem sua entrega em campo. Como pontuado por Rogério Ceni, Véliz cumpre outros papéis, além dos gols, em campo. Segundo dados do site Sofascore, por exemplo, ele recupera 2.4 bolas por jogo, realiza 1.4 cortes por jogo, recupera 0.6 bolas no ataque.
Além disso, tem uma média de 5.8 disputas de bolas vencidas (48%), 2.6 (45%) duelos ganhos pelo chão e 3.1 (50%) duelos aéreos vencidos. As estatísticas ainda mostram 2.4 finalizações por jogo e 5.73 gols esperados por partida.
O jogador tem a chance de sair da seca de gols com o Bahia na próxima partida, prevista para justamente o mesmo dia em que completa dois meses sem balançar as redes. O jogo será contra o Cruzeiro, no Mineirão, na próxima quinta-feira (5).

