
O Mundial deste ano tem um clima de pressão ainda maior em cima da Seleção Brasileira. Caso não vença esta Copa, o Brasil vai atingir seu maior jejum de títulos na competição, chegando a 28 anos sem erguer o troféu mais cobiçado do planeta.
“A pressão vai existir sempre e nós temos que saber disso. É a única seleção com cinco Copas do Mundo. Se a gente não estiver preparado para a pressão que é vestir esta camisa, não merecemos jogar um torneio desse tamanho”, destacou o atacante Raphinha, uma das principais lideranças técnicas do elenco, em coletiva nesta quarta (10).
Dentre os 26 brasileiros convocados para a Copa do Mundo, seis são nascidos no século XXI e não têm memórias frescas do pentacampeonato de 2002. Já os atacantes Endrick e Rayan são nascidos em 2006 e sequer eram vivos quando o Brasil conquistou a sua última estrela. “Sabemos que os jovens são muito ligados em redes sociais. A galera mais antiga, experiente, tenta fazer com que eles usem menos redes sociais. Tentamos blindar o que vem de fora. A gente está muito confiante”, indicou o camisa 11.
Leia Também:
Os atuais 24 anos sem títulos mundiais se equivalem ao período de seca entre 1970 e 1994. Para os supersticiosos, dois dos três países-sede da Copa em 2026 foram os palcos de ambas as conquistas, com a primeira sendo no México e o fim do jejum sendo consolidado nos Estados Unidos, que vão receber a decisão da competição em 19 de julho.
Em sua história mais que centenária, a Amarelinha só passou tanto tempo sem erguer a taça - tradição criada pelo brasileiro Bellini ao fim do período - quando nunca havia vencido a disputa, entre 1930 e 1958, na conquista da sua primeira estrela. “A verdade é que depois de 24 anos sem ganhar um Mundial, é hora de ganhar. Temos uma grande responsabilidade neste sentido”, lembrou o treinador Carlo Ancelotti.
*Sob a supervisão do editor Léo Santana
