
O ano era 1980 quando os integrantes da banda Roupa Nova foram convidados pela Rádio Cidade para gravar uma vinheta de fim de ano. O que talvez eles não esperavam era que ali seria o pontapé inicial para a explosão da carreira do grupo que, rapidamente, ganhou espaço de forma massiva em todo o Brasil. Quatro décadas se passaram e os grandes sucessos que marcaram a trajetória da banda seguem inesquecíveis e presentes na vida de milhares de pessoas de diferentes gerações.
O grupo, que neste domingo (21) volta a Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, com a turnê “40 Anos”, bateu um papo com o Grupo A TARDE. Durante a entrevista, o baterista Kiko falou sobre o retorno à capital baiana, carreira e a perda do vocalista Paulinho, que faleceu em dezembro de 2020 após complicações causadas pela Covid-19.
"Foram 40 anos ao lado dele, junto com ele foi um pedaço de cada um de nós. É difícil ainda hoje assimilar que nosso 'baixinho' não está mais aqui em corpo, mas sabemos que ele nos acompanha onde vamos, a energia dele permanece nos palcos", declarou Kiko ao ser questionado como foi o processo da banda de se reerguer, emocionalmente, para seguir executando os planos após a morte do amigo.
Consolidado, o grupo é conhecido não só pelas melodias delicadas e únicas, mas também, por ser, basicamente, a única banda com a mesma formação desde o início da carreira. A única mudança na banda foi a chegada do cantor Fábio Nestares, 49 anos, integrado à equipe após a partida de Paulinho.
Com isso, a carreira sólida faz do “Roupa” uma espécie de fenômeno atemporal. Ao longo desses 43 anos de carreira, a banda já lançou 37 discos com canções que se tornaram trilha sonora não só de romances de novelas, como também, na vida de inúmeras pessoas. Sobre o sucesso, Kiko se diz grato e surpreso pela dimensão da explosão.
"É algo que nós só podemos agradecer, sonhávamos em fazer sucesso, mas jamais imaginaríamos perdurar por mais de 40 anos, juntos e lotando shows. Gratidão a Deus e a todas as pessoas que gostam do nosso trabalho e nos permitem ser quem somos hoje".
Para Salvador, Kiko promete uma apresentação vibrante e cheia de energia. O artista expressou sua alegria em retornar à capital baiana e elogiou a cultura do estado, ressaltando a presença marcante do axé na região. "É sempre muito bom voltar à Salvador e cantar pra essa galera linda. A Bahia tem muito axé, né? Os baianos são calorosos, receptivos, coisa boa demais. Ah, e aproveitar a beleza e culinária de vocês também", declarou o músico
